Frente Ocidental (Primeira Guerra Mundial)

Frente Ocidental
Parte da Primeira Guerra Mundial
Cheshire Regiment trench Somme 1916.jpg
Durante a maior parte da Primeira Guerra Mundial, Forças aliadas e alemãs ficaram estacionadas em uma guerra de trincheira ao longo da Frente Ocidental.
Data4 de agosto de 191411 de novembro de 1918
LocalBélgica, norte da França, Alsácia-Lorena e oeste da Alemanha
DesfechoVitória da Aliados
Beligerantes
Aliados:
Flag of France (1794–1958).svg França

Reino Unido Império Britânico:

 Bélgica
Flag of the United States (1912-1959).svg Estados Unidos
Portugal Portugal[6]
 Reino da Itália
Tailândia Siam (1918)
 Império Russo (1916–17)
Potências Centrais:
Flag of the German Empire.svg Império Alemão
Civil ensign of Austria-Hungary (1869-1918).svg Império Austro-Húngaro
Comandantes
Flag of France (1794–1958).svg Joseph Joffre
Flag of France (1794–1958).svg Robert Nivelle
Flag of France (1794–1958).svg Philippe Pétain
Flag of France (1794–1958).svg Ferdinand Foch
Reino Unido John French
Reino Unido Douglas Haig
Flag of the United States (1912-1959).svg John J. Pershing
Bélgica Alberto I
Flag of the German Empire.svg Helmuth von Moltke
Flag of the German Empire.svg Erich von Falkenhayn
Flag of the German Empire.svg Paul von Hindenburg
Flag of the German Empire.svg Erich Ludendorff
Flag of the German Empire.svg Wilhelm Groener
Forças
Flag of France (1794–1958).svg 7 935 000[7]
Flag of the United Kingdom.svg 5 399 563[8]
Flag of the United States (1912-1959).svg 2 200 000[9]
Bélgica 267 000[10]
Total: ~ 16 000 000
Império Alemão 13 250 000[7]
Baixas
~ 7 500 000 mortos, feridos, desaparecidos ou capturados[11]
  • Flag of France (1794–1958).svg 4 808 000
  • Flag of the United Kingdom.svg 2 264 200
  • Flag of the United States (1912-1959).svg 286 330
  • Bélgica 93 100
  • Portugal: 22 120
  • Reino de Itália 20 870
  • Rússia 4 542
~ 5 500 000 mortos, feridos, desaparecidos ou capturados[11]
  • Flag of the German Empire.svg 5 490 300
  • Civil ensign of Austria-Hungary (1869-1918).svg 17 300

Seguindo a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, o Exército Alemão abriu a Frente Ocidental inicialmente invadindo Luxemburgo e a Bélgica, ganhando então controle militar de importantes regiões industriais no nordeste da França. A maré do avanço sofreu uma reviravolta dramática com a Primeira batalha do Marne. Ambos os lados então cavaram longitudinalmente uma linha sinuosa de trincheiras fortificadas, estendendo-se desde o Mar do Norte até a fronteira da Suíça com a França. Essa linha permaneceu essencialmente sem mudanças durante a maior parte da guerra.

Entre 1915 e 1917 ocorreram grandes ofensivas ao longo da frente. Os ataques empregaram enormes bombardeios de artilharia e grandes avanços de infantaria. Entretanto, uma combinação de entrincheiramentos, ninhos de metralhadoras, arame farpado e artilharia repetidamente infligiram severas baixas nas forças agressoras e nas forças defensivas contra-atacantes. Como consequência, nenhum avanço significativo foi feito.

Em um esforço para quebrar a estagnação, essa frente testemunhou a introdução de novas tecnologias militares, incluindo gases tóxicos, aeronaves e tanques. Mas só foi após a adoção de táticas militares aperfeiçoadas que algum grau de mobilidade foi restaurado.

Apesar da natureza geralmente estagnada dessa frente, esse teatro provou-se decisivo. O inexorável avanço dos exércitos dos Aliados em 1918 persuadiu os comandantes alemães de que a derrota era inevitável, e o governo alemão foi forçado a apelar por condições de um armistício.

1914: Invasão alemã da França e Bélgica

Ataque francês, usando baioneta.

No início da Primeira Guerra Mundial, o Exército Alemão executou uma versão modificada do Plano Schlieffen, que tinha como objetivo atacar a França através da Bélgica antes de virar ao sul para cercar o Exército Francês na fronteira alemã.[12] Exércitos sob o comando dos generais Alexander von Kluck e Karl von Bülow atacaram a Bélgica em 4 de agosto de 1914. Luxemburgo havia sido ocupado sem oposição em 2 de agosto. A primeira batalha na Bélgica foi o Cerco a Liège, que durou de 5 de agosto a 16 do mesmo mês. Liège estava apropriadamente fortificada e surpreendeu o exército alemão sob o comando de Bülow com seu nível de resistência. Entretanto, a artilharia pesada alemã foi capaz de pulverizar os fortes-chaves em poucos dias.[13] Seguindo a queda de Liège, a maior parte do exército belga recuou para Antuérpia e Namur. Embora o exército alemão tenha contornado Antuérpia, o exército belga estacionado lá permaneceu com seu flanco em risco. Outro cerco seguiu-se em Namur, durando de 20 de agosto a 23 de agosto.[14]

O plano de ofensiva pré-guerra da França, o Plano XVII, tinha como diretrizes capturar Alsácia-Lorena seguindo o início de atividades hostis.[12] A ofensiva principal foi lançada em 14 de agosto com ataques a Sarrebourg, Lorena, e a Mulhouse, Alsácia.[15] Mantendo a estratégia do Plano Schlieffen, os alemães recuaram vagarosamente enquanto infligiam o máximo de baixas possíveis nos franceses. Estes então avançaram em direção ao Rio Sarre e tentaram capturar Sarrebourg, atacando Briey e Neufchâteau, mas foram forçados a recuar.[16] Os franceses capturaram Mulhouse, mas a abandonaram para reforçar o exército enfraquecido em Lorena.

Após marchar através da Bélgica, Luxemburgo e das Ardenas, o exército alemão avançou na segunda metade de agosto para o norte de França, onde eles encontraram tanto o exército francês, sob o comando de Joseph Joffre, quanto as divisões iniciais da Força Expedicionária Britânica, sob o comando de Sir John French. Uma série de confrontos conhecidos como a Batalha das Fronteiras seguiu-se. Batalhas-chaves incluem a Batalha de Charleroi e a Batalha de Mons. Um recuo aliado geral seguiu-se, resultando em mais confrontos como a Batalha de Cateau, o Cerco a Maubeuge e a Batalha de Saint-Quentin (Guise).

Mapa da Frente Ocidental e a corrida até o mar, 1914.

[17]

O exército alemão chegou a 70 quilômetros de Paris, mas na Primeira Batalha do Marne (6 a 12 de setembro), tropas francesas e britânicas forçaram um recuo alemão, explorando uma brecha entre os Primeiro e Segundo Exércitos, interrompendo seu avanço na França.[18] O exército alemão recuou ao norte do Rio Aisne e iniciou escavações ali, estabelecendo o início da frente ocidental estática que perduraria pelos três anos seguintes. Seguindo esse revés alemão, as forças opositoras tentaram flanquear uma a outra, em um período conhecido como a Corrida para o mar, e rapidamente estenderam seus sistemas de trincheiras do Canal da Mancha à fronteira suíça.[19] O território francês ocupado pela Alemanha produzia 64% da produção de ferro da França, 24% das siderúrgicas e 40% da capacidade total da extração de carvão, causando sérios problemas para a indústria francesa.[20]

No lado da Entente, a frente estava ocupada por exércitos dos países aliados, com cada nação defendendo uma parte da frente. Da costa ao norte, as forças primárias vieram da Bélgica, da França e do Reino Unido. Na sequência da Batalha de Yser, em outubro, as forças belgas controladas a 35 quilômetros de distância do território de Flandres ao longo da costa, com sua frente na sequência do rio Yser e do canal Yperlee, de Nieuwpoort a Boezinge.[21] Ao sul estava estacionado o setor da Força Expedicionária Britânica. Ali, de 19 de outubro a 22 de novembro, as forças alemãs fizerem sua última tentativa de avanço de 1914 durante a Primeira Batalha de Ypres. Pesadas baixas ocorreram de ambos os lados, mas nenhum avanço ocorreu.[22] No natal, a Força Expedicionária Britânica guardava uma linha contínua do canal La Bassé ao sul de Saint Eloa, no vale do Soma.[23] O remanescente da fronte, ao sul da fronteira com a Suíça, estava ocupado pelas forças francesas.

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