Frente Ocidental (Primeira Guerra Mundial)

Frente Ocidental
Parte da Primeira Guerra Mundial
Cheshire Regiment trench Somme 1916.jpg
Durante a maior parte da Primeira Guerra Mundial, Forças aliadas e alemãs ficaram estacionadas em uma guerra de trincheira ao longo da Frente Ocidental.
Data 19141918
Local Bélgica e a parte norte da França.
Desfecho Vitória dos Poderes da Entente
Beligerantes
França França

Reino Unido Império Britânico:

Flag of the German Empire.svg Império Alemão
Civil ensign of Austria-Hungary (1869-1918).svg Império Austro-Húngaro
Comandantes
Ferdinand Foch (sem comando unificado até 1918) MoltkeFalkenhaynHindenburg e Ludendorff → Hindenburg e Groener
Baixas
Mortos: 2.680.000
Feridos: 6.620.000
Mortos: 764.000
Feridos: 4.745.000 [7]
Desaparecidos: 737.000
e prisioneiros

Seguindo a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, o Exército Alemão abriu a Frente Ocidental inicialmente invadindo Luxemburgo e a Bélgica, ganhando então controle militar de importantes regiões industriais no nordeste da França. A maré do avanço sofreu uma reviravolta dramática com a Primeira batalha do Marne. Ambos os lados então cavaram longitudinalmente uma linha sinuosa de trincheiras fortificadas, estendendo-se desde o Mar do Norte até a fronteira da Suíça com a França. Essa linha permaneceu essencialmente sem mudanças durante a maior parte da guerra.

Entre 1915 e 1917 ocorreram grandes ofensivas ao longo da frente. Os ataques empregaram enormes bombardeios de artilharia e grandes avanços de infantaria. Entretanto, uma combinação de entrincheiramentos, ninhos de metralhadoras, arame farpado e artilharia repetidamente infligiram severas baixas nas forças agressoras e nas forças defensivas contra-atacantes. Como consequência, nenhum avanço significativo foi feito.

Em um esforço para quebrar a estagnação, essa frente testemunhou a introdução de novas tecnologias militares, incluindo gases tóxicos, aeronaves e tanques. Mas só foi após a adoção de táticas militares aperfeiçoadas que algum grau de mobilidade foi restaurado.

Apesar da natureza geralmente estagnada dessa frente, esse teatro provou-se decisivo. O inexorável avanço dos exércitos dos Aliados em 1918 persuadiu os comandantes alemães de que a derrota era inevitável, e o governo alemão foi forçado a apelar por condições de um armistício.

1914: Invasão alemã da França e Bélgica

Ataque francês, usando baioneta.

No início da Primeira Guerra Mundial, o Exército Alemão executou uma versão modificada do Plano Schlieffen, que tinha como objetivo atacar a França através da Bélgica antes de virar ao sul para cercar o Exército Francês na fronteira alemã. [8] Exércitos sob o comando dos generais Alexander von Kluck e Karl von Bülow atacaram a Bélgica em 4 de agosto de 1914. Luxemburgo havia sido ocupado sem oposição em 2 de agosto. A primeira batalha na Bélgica foi o Cerco a Liège, que durou de 5 de agosto a 16 do mesmo mês. Liège estava apropriadamente fortificada e surpreendeu o exército alemão sob o comando de Bülow com seu nível de resistência. Entretanto, a artilharia pesada alemã foi capaz de pulverizar os fortes-chaves em poucos dias. [9] Seguindo a queda de Liège, a maior parte do exército belga recuou para Antuérpia e Namur. Embora o exército alemão tenha contornado Antuérpia, o exército belga estacionado lá permaneceu com seu flanco em risco. Outro cerco seguiu-se em Namur, durando de 20 de agosto a 23 de agosto. [10]

O plano de ofensiva pré-guerra da França, o Plano XVII, tinha como diretrizes capturar Alsácia-Lorena seguindo o início de atividades hostis. [8] A ofensiva principal foi lançada em 14 de agosto com ataques a Sarrebourg, Lorena, e a Mulhouse, Alsácia. [11] Mantendo a estratégia do Plano Schlieffen, os alemães recuaram vagarosamente enquanto infligiam o máximo de baixas possíveis nos franceses. Estes então avançaram em direção ao Rio Sarre e tentaram capturar Sarrebourg, atacando Briey e Neufchâteau, mas foram forçados a recuar. [12] Os franceses capturaram Mulhouse, mas a abandonaram para reforçar o exército enfraquecido em Lorena.

Após marchar através da Bélgica, Luxemburgo e das Ardenas, o exército alemão avançou na segunda metade de agosto para o norte de França, onde eles encontraram tanto o exército francês, sob o comando de Joseph Joffre, quanto as divisões iniciais da Força Expedicionária Britânica, sob o comando de Sir John French. Uma série de confrontos conhecidos como a Batalha das Fronteiras seguiu-se. Batalhas-chaves incluem a Batalha de Charleroi e a Batalha de Mons. Um recuo aliado geral seguiu-se, resultando em mais confrontos como a Batalha de Cateau, o Cerco a Maubeuge e a Batalha de Saint-Quentin (Guise).

Mapa da Frente Ocidental e a corrida até o mar, 1914.

[13]

O exército alemão chegou a 70 quilômetros de Paris, mas na Primeira Batalha do Marne ( 6 a 12 de setembro), tropas francesas e britânicas forçaram um recuo alemão, explorando uma brecha entre os Primeiro e Segundo Exércitos, interrompendo seu avanço na França. [14] O exército alemão recuou ao norte do Rio Aisne e iniciou escavações ali, estabelecendo o início da frente ocidental estática que perduraria pelos três anos seguintes. Seguindo esse revés alemão, as forças opositoras tentaram flanquear uma a outra, em um período conhecido como a Corrida para o mar, e rapidamente estenderam seus sistemas de trincheiras do Canal da Mancha à fronteira suíça. [15] O território francês ocupado pela Alemanha produzia 64% da produção de ferro da França, 24% das siderúrgicas e 40% da capacidade total da extração de carvão, causando sérios problemas para a indústria francesa. [16]

No lado da Entente, a frente estava ocupada por exércitos dos países aliados, com cada nação defendendo uma parte da frente. Da costa ao norte, as forças primárias vieram da Bélgica, da França e do Reino Unido. Na sequência da Batalha de Yser, em outubro, as forças belgas controladas a 35 quilômetros de distância do território de Flandres ao longo da costa, com sua frente na sequência do rio Yser e do canal Yperlee, de Nieuwpoort a Boezinge. [17] Ao sul estava estacionado o setor da Força Expedicionária Britânica. Ali, de 19 de outubro a 22 de novembro, as forças alemãs fizerem sua última tentativa de avanço de 1914 durante a Primeira Batalha de Ypres. Pesadas baixas ocorreram de ambos os lados, mas nenhum avanço ocorreu. [18] No natal, a Força Expedicionária Britânica guardava uma linha contínua do canal La Bassé ao sul de Saint Eloa, no vale do Soma. [19] O remanescente da fronte, ao sul da fronteira com a Suíça, estava ocupado pelas forças francesas.

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