Fóssil

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Réplica de fóssil de Futabasaurus suzukii (um tipo de Sauropterygia)

Os fósseis (palavra derivada do termo latino fossilis que significa "desenterrado" ou "extraído da terra") são restos de seres vivos ou evidências de suas atividades biológicas preservados em diversos materiais. [1] Essa preservação ocorre principalmente em rochas, mas pode ocorrer também em materiais como sedimentos, gelo, piche, resinas, solos e cavernas e os exemplos mais citados são ossos e caules fossilizados, conchas, ovos e pegadas. [2] A Paleontologia é a principal disciplina científica que utiliza fósseis como objeto de estudo, [2] instaurada com a aceitação dos trabalhos de Georges Cuvier. [3] Nessa área do conhecimento, os fósseis fornecem dados importantes quanto a evolução biológica, datação e reconstituição da história geológica da Terra. [2]

A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil, o qual contém inúmeros restos e vestígios fossilizados dos mais variados seres do passado geológico da Terra. Porém, apenas uma porcentagem ínfima das espécies que já habitaram a Terra preservou-se na forma de fósseis, já que a fossilização é considerada um fenômeno excepcional por contrapor-se aos processos naturais de decomposição e o intemperismo. [2] Logo, as partes esqueléticas biomineralizadas, mais duras e resistentes à decomposição e à erosão, tais como dentes, conchas, carapaças e ossos, é bem mais frequente e, por isso, a esmagadora maioria do registo fóssil é constituída por fósseis deste tipo de restos biológicos. [2] Entretanto, restos orgânicos mais delicados e perecíveis também podem fossilizar. [2] A preservação de matéria orgânica ou de restos esqueléticos delicados, uma vez que estes se decompõem e são destruídos rapidamente, requer condições de fossilização fora do comum que, por serem especiais, ocorrem na natureza mais raramente. [2] Isso implica que fósseis de restos destes tipos não sejam frequentes. [2] Em qualquer das circunstâncias, para que os restos de um qualquer ser vivo fossilizem, é fundamental que estes sejam rapidamente cobertos por um material que os preserve, geralmente sedimento. [2]

O que determina o fóssil é a ocorrência conjunta de um resto identificável com origem biológica num contexto geológico, independentemente do seu tipo e da sua idade. [1] [4] Muitos autores, consideram que um fóssil é todo e qualquer resto ou vestígio de seres vivos do passado preservado em contexto geológico, qualquer que seja a sua idade. [1] De acordo com estes , fixar uma qualquer data para se poder considerar se algo é ou não um fóssil é arbitrário. Desta forma, sendo o Holocénico (menos de 11.700 anos) parte do registro geológico, os restos orgânicos contidos em materiais holocénicos deverão ser considerados fósseis. Há algumas fontes, [5] entretanto, que consideram somente os restos ou vestígios de seres com mais de 11.700 como fósseis. Esta idade, calculada pela última glaciação, é a duração estimada para a época geológica do Holoceno ou recente e, quando os vestígios ou restos possuíssem menos de 11.700 anos, estes autores podem denominá-los de subfósseis, [2] termo que também pode ser visto na literatura para designar os restos biológicos que não sofreram alterações químicas durante o processo de fossilização.

Tipos de fósseis

Os fósseis são classificados em dois tipos: restos (ou somatofósseis) e vestígios (ou icnofósseis). [2]

  • Resto: tipo de fóssil que ocorre quando alguma parte do ser vivo é preservada. [2] São consideradas evidências diretas dos seres vivos. [2] [6] Por exemplo, fósseis de dentes, de carapaças, de folhas, de conchas, de troncos, etc. [2]
  • Vestígio: tipo de fóssil que ocorre apenas com evidências indiretas dos seres vivos, isto é, resultam de suas atividades biológicas. [2] [7] Por exemplo, estromatólitos, fósseis de pegadas, de marcas de mordidas, de ovos (da casca dos ovos), de excrementos (os coprólitos), secreções urinárias ( urólitos), de gastrólitos, de túneis, de galerias de habitação, etc. [2]
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