Exposição Universal de Sevilha de 1992

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EXPO Sevilha 1992
Expo 92 03.jpg
Panorâmica do Lago de Espanha com os pavilhões autonómicos ao fundo
Detalhes
Classe da BIE Exposição universal
Nome Exposição Universal de Sevilha de 1992
Lema A Era dos Descobrimentos
Área 215 acres
Visitantes 41.814.571
Participante(s)
Local
Realizado em Flag of Spain.svg Espanha
Cidade Sevilha
Local La Cartuja
Coordenadas 37° 24′ N 6° 0′ W
Linha do tempo
Inauguração 20 de abril de 1992 (1992-04-20)
Encerramento 12 de outubro de 1992 (1992-10-12)
Exposições universais
Anterior Exposição Universal de 1970 em Osaka   Japão
Próxima Exposição Universal de 2000 em Hannover   Alemanha

A Exposição Universal de Sevilha 1992 decorreu na capital da Andaluzia ( Espanha) no ano 1992, e foi conhecida popularmente como "Expo'92" ou "Expo".

Como todas as Exposições Universais posteriores a 1931, esteve regulada pelo Gabinete Internacional de Exposições. Teve uma duração de seis meses, começou a 20 de Abril e finalizou a 12 de Outubro coincidindo com o encerramento do V Centenário dos Descobrimentos da América, devido a este facto o tema do certame foi "A Era dos Descobrimentos".

A mascote oficial da Expo 92 chamou-se Curro, um simpático pássaro de bico e crista multicolor.

No término da Exposição Universal, as infraestruturas foram aproveitadas para a sua reconversão num parque tecnológico chamado Cartuja 93 e um parque temático chamado Isla Mágica, além de edifícios de escritórios, universitários e de equipamentos para a cidade.

História

A ideia de se realizar uma exposição universal em Espanha surgiu quase 15 anos antes da sua realização. Tudo começou durante a primeira visita do Rei D. Juan Carlos I a Santo Domingo ( República Dominicana) no dia 31 de maio de 1976. Foi aí que o o monarca anunciou a sua intenção de organizar uma exposição de carácter universal onde se mostraria ao mundo as qualidades da Espanha e dos países ibero-americanos, aproveitando também, o facto de se comemorar o V Centenário do Descobrimento da América. Seria também uma maneira de homenagear a efeméride. Esta declaração veio numa altura em que o país atravessava uma situação difícil, devido à situação política complicada que vivera durante quase um ano.

Imagem do Canal, ao fundo do Pavilhão do Futuro

A 26 de Janeiro de 1981, o Ayuntamento de Sevilha aprovou a petição de apoio e consolidação da cidade como sede do acontecimento. Espanha era governada pelo Presidente Leopoldo Calvo-Sotelo, na sequência da demissão de Adolfo Suárez e de uma tentativa de um golpe de estado. Entretanto, um sevilhano começava a fazer-se notar no hemiciclo: Felipe González, que acabaria por ser o grande impulsionador da mostra que estava por celebrar. A 3 de Março de 1982 o Governo Espanhol solicita formalmente à Oficina Internacional de Exposições (designada pela OIE) a organização de uma Exposição Universal. A coincidência com a proposta de Exposição Universal de Chicago nessa mesma data obrigou a OIA a mudar os seus estatutos para poder executar em simultâneo as duas Exposições. No dia 31 de Maio de 1982 o Instituto de Cooperação Iberoamericana criou o Projecto "Sevilla 1992", utilizando o mesmo nome que viria a ter a exposição uma década mais tarde.

Em 15 de Junho de 1983, foi apresentado em Paris, perante a OIE, o projecto conjunto entre Espanha e Estados Unidos para a celebração em 1992 da Exposição Universal de Chicago-Sevilha. No final do ano, a dita organização aprovou o regulamento geral para a exposição, com orçamento estimado em 183 733 milhões de Pesetas (cerca de 1 104 Milhões de Euros).

Pavilhão do Japão

Em 21 de Junho de 1985, a organização de Chicago´92 comunica à OIE a existência de problemas na organização. A 4 de Dezembro desse mesmo ano, a assembleia da OIE decide que Sevilha seria a sede única da Expo´92.

Muitos países puseram em dúvida a capacidade espanhola para desenrolar e levar a cabo um acontecimento destas dimensões, no mesmo ano em que Madrid era a Capital Europeia da Cultura e Barcelona organizou os Jogos Olímpicos. A mascote Curro teve de viajar pelo mundo e esforçar-se para vender o projecto e poder convencer aos mais cépticos de que Espanha cumpriria os seus objectivos e tudo estaria preparado em 1992.

A celebração do acontecimento transformou a cidade urbanisticamente. Foi construída uma nova rede viária, novas vias rápidas e um anel de estradas, construiu-se uma nova estação central de comboios e ampliou-se o aeroporto. Todos estes investimentos constituíram um grande impulso para Sevilha. Destaca-se a construção de uma infraestrutura que significaria um antes e um depois para os transportes de Espanha, o AVE (comboio de alta velocidade espanhol), cuja primeira linha em Espanha foi criada no âmbito da exposição, ligando Madrid a Sevilha. Esta escolha chegou a ser muito criticada por muitos meios de comunicação, assim como pelos partidos de oposição. Todavia, o AVE superaria todas as expectativas e o seu êxito foi de resto indiscutível.

Exterior do pavilhão da América Latina
Pavilhão Latino americano, interior

Para acolher a Exposição Universal foram aproveitados 250 ha. de terreno agrícola onde se localizava o histórico Mosteiro de la Cartuja, local onde Cristóvão Colombo preparara a viagem à América e onde o navegador esteve sepultado vários anos. O edifício estava em em estado de ruína total e necessitou-se de uma grande obra de reabilitação para o devolver o esplendor de outrora, passando a ser um símbolo da Expo´92. A transformação dos terrenos da Isla de la Cartuja foi considerada a maior obra pública da década na Europa.

A construção das infraestruturas, nos espaços públicos e nos pavilhões da Expo´92 foi realizada em tempo recorde. O maior revés sucedeu a 18 de Fevereiro de 1992, com um incêndio fortuito que reduziu a cinzas um dos principais pavilhões da exposição, o dos Descobrimentos. [1]

A participação de países, empresas e organismos internacionais foi significativa: no total participaram 112 países, 23 organismos internacionais, 6 empresas e as 17 comunidades autónomas espanholas.

Todos os dias, o recinto abria a suas portas às 9:00 das manhã e encerrava às 4:00 da madrugada seguinte. Existiam dois tipos de ingressos: o de dia completo (4000₧/24€) e o nocturno (1000₧/6€), com uma duração limitada desde das 20:00 até ao encerramento das suas portas. As crianças e adultos acima de 65 anos tinham também direito a um bilhete diário de preço reduzido (1500₧/9€). Existia ainda um passe de aceeso ilimitado para os 6 meses da exposição (30000₧/180€).

A exposição contou diariamente com concertos de grupos musicais do momento nos seus vários palcos e cada dia celebrou um país ou organismo participante, sendo organizados actos referentes ao mesmo.

Todos os dias ao fim da tarde tinha lugar a Cabalgata, um colorido desfile de veículos e personagens retratando de forma irreverente a história e a sociedade espanholas. [2]

Diariamente à meia noite, o Lago de Espanha, espaço aquático central da exposição, apresentava o "Espetáculo do Lago", onde os visitantes podiam assistir a um espectáculo que misturava luz, som, laser e fogos de artifício, para além de imagens projectadas sobre cortinas de água, que davam a ilusão de que as figuras se materializavam sobre as águas. O espetáculo terminava sempre com a aparição da mascote Curro, dando as boas vindas aos visitantes. [3]

A exposição realizou-se maioritariamente durante o Verão, contando em muitos dias com temperaturas iguais ou superiores a 40º. O recinto da Expo 92 contava com vários pontos de água, vegetação abundante e sistemas de aspersão de água micronizada para mitigar os efeitos das altas temperaturas [4]

Durante os 176 dias que o recinto permaneceu aberto ao público, contabilizaram-se um total de 42 milhões de visitantes.