Evolução das borboletas

Evolução das borboletas é a origem e diversificação de borboletas ao longo do tempo geológico e através de grande parte da superfície da Terra. Os fósseis de borboletas mais antigos que se conhecem são do Eoceno médio entre 40-50 milhões de anos atrás.[1] O seu desenvolvimento está intimamente ligado à evolução de plantas com flores, uma vez que tanto borboletas adultas como larvas alimentam-se de plantas com flor. Das 220 mil espécies de Lepidoptera, cerca de 45 mil são de borboletas, que provavelmente evoluíram a partir de traças. Encontram-se borboletas por todo o mundo excepto na Antártida, e são especialmente numerosas nos trópicos; estando divididas em oito famílias diferentes.

Filogenia

As borboletas formam o clado Rhopalocera, que é composto por três superfamílias: Hedyloidea (família Hedylidae), Hesperioidea (família Hesperiidae), e Papilionoidea (famílias Pepilionidae, Pieridae, Nymphalidae, Lycaenidae e Riodinidae). Todas estas famílias são monofiléticas. Hedyloidea é o grupo-irmão das outras duas superfamílias. Dentro de Papilionoidea, Papilionidae é o grupo-irmão das outras famílias, e Pieridae é irmão de (Nymphalidae+(Lycaenidae+Riodinidae)). Relações filogenéticas dentro de Nymphalidae estão ainda em discussão. Pesquisas actuais concentram-se nas relações subfamiliares e tribais, particularmente em Nymphalidae.