Estádio do Pacaembu

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Pacaembu
Estádio Paulo Machado de Carvalho
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho.jpg
Vista da fachada do estádio
Sisbrace: Soccerball shade.svgSoccerball shade.svgSoccerball shade.svg[1]
Nomes
NomeEstádio Municipal Paulo Machado de Carvalho
ApelidoPacaembu
Antigos nomesEstádio Municipal do Pacaembu
Características
LocalPacaembu, São Paulo, SP
Brasil
GramadoGrama natural (105 × 68 m)
Capacidade37 730 espectadores[2]
Construção
Data17 de setembro de 1938 a 1940
CustoNão disponível
Inauguração
Data27 de abril de 1940 (78 anos)
Partida inauguralPalmeiras 6 x 2 Coritiba
Primeiro golZequinha (Coritiba)
Recordes
Público recorde72 018 pessoas - recorde oficial[3]
Data recorde25 de maio de 1942
Partida com mais públicoCorinthians 3 × 3 São Paulo
Outras informações
Remodelado2007
Expandido1958 e 1970
FechadoVárias vezes
ProprietárioPrefeitura de São Paulo
AdministradorSecretaria Municipal de Esportes
ArquitetoEscritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares[4]
MandanteFPF [nota 1]
Santos (eventualmente)[nota 2]
Palmeiras (eventualmente)
Corinthians (eventualmente)
São Paulo (eventualmente)

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na zona central da cidade de São Paulo, no Brasil. Foi inaugurado na década de 1940 com capacidade para 70 mil espectadores e, na época, era considerado o mais moderno estádio da América do Sul.

Além do campo de futebol, parte mais conhecida, o local também abriga o Complexo Esportivo do Pacaembu, aberto gratuitamente aos cidadãos, que contém estruturas para atividades físicas variadas.[5] Por fim, ali também está o Museu do Futebol, construído, literalmente, em baixo das arquibancadas do estádio. Pertencente à prefeitura da capital paulista, o Pacaembu pode ser alugado para a realização de eventos diversos.

No âmbito esportivo, sua principal utilização, o Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que mais atuou no local, tendo disputado 1 690 jogos. No entanto, após ter construído o seu próprio estádio, a Arena Corinthians, em 2014, o clube alvinegro reduziu drasticamente os jogos que manda no Pacaembu.[6] Dessa forma, o estádio, que foi um dos principais palcos da Copa do Mundo de 1950, hoje sofre com a subutilização,[7] já que os principais clubes da cidade possuem os seus próprios campos.

História

Estádio do Pacaembu no dia da inauguração. Ao fundo, detalhe da concha acústica[8]
Estádio do Pacaembu, vista aérea.

Construção

Durante as décadas de 1920 e 1930, o futebol brasileiro passou por inúmeros problemas envolvendo o controle de sua gestão esportiva. Como consequência, houve alguns resultados aquém das expectativas para dirigentes, jogadores e torcedores nas principais competições de que a seleção brasileira participava. Dividida entre a CBD, Confederação Brasileira de Desportos, que defendia a prática do amadorismo, e a FBF, a Federação Brasileira de Futebol, organização que acreditava no desenvolvimento de um profissionalismo para a divulgação do esporte ao redor do mundo, a Seleção teve dois grandes fracassos nas primeiras edições da Copa do Mundo: sexta colocada em 1930, no Uruguai, e décima quarta na edição de 1934, na Itália.

Com sua consolidação após a promulgação da Constituição de 1934, o presidente Getúlio Vargas iniciou um projeto de apoio nacional aos esportes, que seriam responsáveis por representar a nação ao redor do mundo. Para ele, a construção de uma nação forte através do esporte seria uma forma de demonstrar a mudança do país.[9]

Idealizada pela Prefeitura de São Paulo em 1936, a construção do Estádio do Pacaembu também estava inserida neste modelo de pensamento. Com início das obras no mesmo ano, o prefeito Fábio Prado e o governador Armando de Sales Oliveira participaram da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da obra, na zona oeste da cidade, em janeiro.

Com a instauração do regime do Estado Novo, em 1937, algumas mudanças foram realizadas no comando da obra, já que os projetos arquitetônicos do governo eram motivações para demonstrar a força do país.[10]

Comandante municipal a partir deste momento, Prestes Maia interrompeu o projeto, para que mudanças fossem implantadas, principalmente na ampliação do estádio e também nas colunas, semelhantes ao Estádio Olímpico de Berlim.

Vista da praça Charles Miller.
Vista da fachada do Pacaembu
Visto do interior do estádio; ao fundo, o tobogã

Inauguração

Inauguração do Estádio do Pacaembu, em 27 de abril de 1940. Mídia sob a guarda do Arquivo Nacional.

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, acompanhado do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia.

A obra também atuava como uma maneira de evidenciar o espírito presente no momento histórico de sua inauguração, buscando a fé do país e a busca pela grandeza da nação, atuando como símbolo de progresso ao Brasil.[11]

Mais de 50 mil pessoas foram ao Pacaembu naquela tarde acompanhar a apresentação e os desfiles que marcaram a estreia do, na época, maior e mais moderno estádio sul-americano.

Apesar de ser conhecido pela sua grande habilidade como orador, Getúlio Vargas foi recebido por uma sonora vaia pelo público paulistano.[12] Depois de ter chegado ao poder com o Golpe de 30 sobre o então presidente paulista Washington Luís e ter, em seguida, reprimido a Revolução Constitucionalista de 1932, Vargas não era um personagem bem quisto em São Paulo.

Além das vaias, outra manifestação política foi feita pelo público presente. Durante o período da Ditadura Vargas, eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais, mas, durante os desfiles das delegações que representavam clubes da capital paulista, a do São Paulo entrou ostentando o nome e as cores do time, que são as mesmas do Estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé a equipe, o que gerou o apelido de "O Mais Querido" ao clube.[13]

No dia seguinte, 28 de abril de 1940, a política ficou de lado, dando espaço ao futebol. Foi nesta data que teve início, em rodada dupla, o torneio Taça Cidade de São Paulo, criado para inaugurar o Pacaembu. Com apenas quatro participantes — Palestra Itália, atual Sociedade Esportiva Palmeiras, Corinthians, Coritiba e Atlético Mineiro —, a competição era no formato eliminatório. Dois jogos na fase semifinal e os vencedores se classificavam à final.

A primeira partida foi disputada entre o Palestra Itália e o Coritiba. Com apenas dois minutos de bola rolando, Zequinha, do Coritiba, marcou o primeiro gol da história do Pacaembu. Apesar disso, o Palestra virou a partida e venceu por 6 a 2. Logo na sequência, o jogo foi entre o Corinthians e o Atlético Mineiro, vencido por 4 a 2 pelo clube paulista.[14]

No final de semana seguinte, dia 4 de maio, o Palestra Itália entrou em campo para enfrentar o Corinthians na grande decisão da competição. Com gols de Echevarrieta e Luizinho, para o time palestrino, e de Begliomini, para o clube alvinegro, o Palestra venceu o rival paulistano por 2 a 1 e se tornou a primeira equipe a vencer um título no estádio.[15] Coincidentemente, o próprio Palmeiras é atualmente a agremiação que mais vezes foi campeã no Pacaembu, somando 26 conquistas.[16]

Dois anos depois, em 1942, o estádio recebeu o maior público de sua história. 71.281[17] pessoas se dirigiram ao local para assistir a partida entre São Paulo e Corinthians, que terminou empatada em 3 a 3, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Além do confronto contra o rival local, o jogo chamou a atenção do público por marcar a estreia de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, no Tricolor Paulista. Craque da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938, o atacante era um dos principais nomes do esporte na época.

Copa do Mundo de 1950

Depois de um intervalo de 12 anos, causado pela Segunda Guerra Mundial, decidiu-se que a quarta edição da Copa do Mundo voltaria para a América da Sul e seria disputada no Brasil. Ocorrida entre 24 de junho e 16 de julho, o torneio teve jogos realizados em Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Na capital paulista, a sede da competição foi o Pacaembu. Ainda novo, acreditava-se na época que o estádio não precisaria passar por muitas obras para receber as seleções. A 23 dias do evento, no entanto, delegados da Fifa questionaram a infra-estrutura e o local foi repaginado.[18]

Foram disputados seis jogos no Pacaembu, três da fase inicial e mais três da fase final[19]:

  • 25 de junho de 1950 - Grupo 3

15h00
Flag of Sweden.svg Suécia 3–2 Flag of Italy.svg Itália Arbitro: Lutz (Flag of Switzerland.svg Suíça)
Público: +36 000

Jeppsson Gol marcado aos 25 minutos de jogo 25'
Andersson Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33'
Jeppsson Gol marcado aos 68 minutos de jogo 68'
Carapellese Gol marcado aos 7 minutos de jogo 7'
Muccinelli Gol marcado aos 75 minutos de jogo 75'

  • 28 de junho de 1950 - Grupo 1

15h00
Brasil Brasil 2–2 Flag of Switzerland.svg Suíça Árbitro: Azon (Flag of Spain under Franco.svg Espanha)
Público: +42 000

Alfredo Gol marcado aos 3 minutos de jogo 3'
Baltazar Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Fatton Gol marcado aos 17 minutos de jogo 17'
Fatton Gol marcado aos 88 minutos de jogo 88'

  • 2 de julho de 1950 - Grupo 3

15h00
Flag of Italy.svg Itália 2–0 Flag of Paraguay.svg Paraguai Arbitro: Ellis (Flag of England.svg Inglaterra)
Público: +26 000

Carapellese Gol marcado aos 12 minutos de jogo 12'
Egisto Pandolfini Gol marcado aos 62 minutos de jogo 62'
 

  • 9 de julho de 1950 - Fase final

15h:00
Flag of Uruguay.svg Uruguai 2–2 Flag of Spain under Franco.svg Espanha Arbitro: Griffths (Flag of Wales (1959–present).svg País de Gales)
Público: +45 000

Ghiggia Gol marcado aos 29 minutos de jogo 29'
Varela Gol marcado aos 73 minutos de jogo 73'
Basora Gol marcado aos 32 minutos de jogo 32'
Basora Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39'

  • 13 de julho de 1950 - Fase final

15h00
Flag of Uruguay.svg Uruguai 3–2 Flag of Sweden.svg Suécia Arbitro: Galeati (Flag of Italy.svg Itália)
Público: +8 000

Ghiggia Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39'
Míguez Gol marcado aos 77 minutos de jogo 77'
Míguez Gol marcado aos 85 minutos de jogo 85'
Palmer Gol marcado aos 5 minutos de jogo 5'
Sundqvist Gol marcado aos 40 minutos de jogo 40'

  • 16 de julho de 1950 - Fase final

15h00
Flag of Sweden.svg Suécia 3–1 Flag of Spain under Franco.svg Espanha Arbitro: van der Meer (Países Baixos Países Baixos)
Público: +11 200

Sundqvist Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15'
Mellberg Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33'
Palmer Gol marcado aos 80 minutos de jogo 80'
Zarra Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'

Depois de estrear no Maracanã, a seleção brasileira veio disputar o seu único jogo em São Paulo e acabou empatando com a Suíça, por 2 a 2. Com uma forte rixa entre cariocas e paulistanos, o técnico do Brasil, Flávio Costa, tinha o temor de que o seu time titular, recheado de atletas do Rio de Janeiro, fosse vaiado. Então, Costa decidiu mexer na equipe e colocou três atletas paulistas no time, Bauer, Ruy e Noronha.

"(...)contra um time retrancado, o Brasil foi para o intervalo com 'apenas' 2 a 1 no placar. Na etapa final, o time se propôs a administrar o resultado e se deu mal diante dos cruzamentos suíços. Juve ainda chegou a evitar um gol olímpico, mas, a dois minutos do fim, Fatton empatou de novo. A seleção, além de sair de campo vaiada, mostrou dificuldades contra um time bem fechado na defesa."[19]

Apesar da pouca simpatia entre a seleção e os paulistanos, o Brasil conseguiu chegar até a final, disputada no Estádio do Maracanã. Franca favorita, a seleção canarinho saiu na frente aos dois minutos do segundo tempo, com gol de Ademir. Aos 21, no entanto, os uruguaios conseguiram o empate Schiaffino e viraram o placar aos 34, com Ghiggia. A derrota ficou conhecida como "Maracanazo" e é considerada por muitos a mais dolorosa do futebol nacional.

Mudança de nome

Apesar de ser normalmente chamado de Pacaembu, foi em 1961 que o nome oficial do local passou a ser Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Isso ocorreu porque a Prefeitura de São Paulo quis homenagear o chefe da delegação brasileira da Copa do Mundo de 1958, que rendeu o primeiro título mundial de futebol ao país. Formado em Direito, a relação próxima de Paulo Machado de Carvalho com o futebol já havia começado dentro do São Paulo Futebol Clube, onde chegou a assumir o cargo de presidente entre 1946 e 1947.

Durante a Copa de 1958, Paulo ganhou destaque na final do torneio. Contra a Suécia, anfitriã da competição, o Brasil foi obrigado a jogar com uniforme azul. Preocupado com a superstição dos atletas, que disputaram todo o torneio com a camisa amarela, o chefe da delegação fez questão de dizer aos jogadores que a mudança traria sorte porque as novas roupas eram da mesma cor que o manto de Nossa Senhora Aparecida.[20] Quatro anos depois, Paulo foi chefe da delegação da selção que ganhou o bicampeonato mundial em 1962, o que lhe garantiu o apelido de "Marechal da Vitória".

Outros acontecimentos

Durante a gestão de Paulo Maluf, a concha acústica foi demolida (em 6 de setembro de 1969)[21] e no seu lugar construído o "Tobogã", uma arquibancada com capacidade para, em média, dez mil pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 40 199 pessoas,[22] distribuídas da seguinte forma: arquibancada setor amarelo (portão 3): 5 186 pessoas, arquibancada setor verde (portão 4): 5 226 pessoas, cadeira especial laranja (portões 9, 17 e 19): 6 467 pessoas, setor laranja família (portão 21): 2 447 pessoas, setor laranja visitante (portão 22): 2 450 pessoas, numerada setor azul (portões 8 e 20): 2 082 pessoas, numerada setor manga (portões 8 e 20): 4 364 pessoas, tobogã lado ímpar: 5 882 pessoas, tobogã lado par: 5 880 pessoas, setor tribuna de honra: 47 pessoas, setor imprensa leste: 42 pessoas, setor imprensa oeste: 126 pessoas.

Em 2017, o prefeito de São Paulo, João Dória, manifestou interesse em conceder o estádio à iniciativa privada, justificando com o fato de o estádio custar quarenta milhões de reais a cada quatro anos aos cofres públicos. Sua ideia é conceder o estádio de dez a quinze anos para alguma empresa que arque com os custos. Essa empresa não poderá mudar os "naming rights", mantendo o nome atual, e só poderá realizar no local partidas de futebol, sendo proibidos shows e eventos religiosos.[23]

A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo venceu o Jabaquara, da cidade de Santos, por 12 a 1.

Clássico entre Corinthians e Flamengo, a última partida oficial do clube paulista realizada no Estádio do Pacaembu em 2014

O Corinthians, antes da inauguração de seu estádio próprio, fez sua última partida oficial como mandante no local em 27 de abril de 2014, vencendo o Flamengo por 2 a 0.[24] Inclusive, o clube paulista é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida sempre o considerou como sua casa, uma vez que o campo original da equipe alvinegra, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou Estádio do Parque São Jorge), concentrou numa parte do Século XX os jogos de menor relevância contra equipes do interior paulista, em virtude da capacidade limitada, enquanto o Pacaembu foi o palco da maioria dos jogos da equipe quando ela foi mandante, até a inauguração oficial da Arena Corinthians, em maio de 2014.[25]

Concha acústica ao fundo, em foto da decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada em 1940

Em fevereiro de 1955, Corinthians e Palmeiras fizeram a partida decisiva do Campeonato Paulista de 1954. O jogo fez parte das festividades do quarto centenário da cidade de São Paulo, comemorado em 1954. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. As equipes empataram a partida por 1 a 1, e o título foi conquistado pelo Corinthians. Depois deste título, a equipe viria a sagrar-se campeão paulista de novo somente 22 anos depois, em 1977.[26]

Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010

Os rivais históricos voltariam a decidir uma competição importante no Estádio do Pacaembu em dezembro de 1994, quando foram realizadas as finais do Campeonato Brasileiro, em dois jogos. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 3 a 1. Com a abertura da grande vantagem sobre o arquirrival, o alviverde conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro, depois de um empate por 1 a 1 contra o alvinegro.[27]

No ano seguinte, em dezembro, o estádio foi mais uma vez palco de uma grande decisão do futebol brasileiro quando o Santos e o Botafogo realizaram o jogo final do Campeonato Brasileiro de 1995. Depois de o Botafogo vencer a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 2 a 1, o Santos precisava da vitória na segunda partida. Após o jogo decisivo terminar empatado por 1 a 1, a equipe carioca conquistou o título.[27][28]

Em 2011, o Pacaembu viu o Corinthians sagrar-se campeão do Campeonato Brasileiro pela quinta vez, em partida disputada contra o arquirrival Palmeiras, que não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo no Estádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians chegou ao seu quinto título do Campeonato Brasileiro em cima de seu maior rival, que ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[29]

Final da Copa Libertadores da América de 2011 entre Santos e Peñarol no Estádio do Pacaembu

As finalíssimas das Copas Libertadores da América de 2012 e de 2011, disputadas, respectivamente, entre Corinthians e Boca Juniors, da Argentina,[30] e entre o Santos e o Peñarol,[31] do Uruguai, ambas com vitórias das equipes brasileiras; e as finalíssimas das Libertadores de 1961 e de 2002, disputadas, respectivamente, entre Palmeiras e Peñarol, do Uruguai, e entre o São Caetano e Olímpia, do Paraguai, com vitórias das equipes visitantes, foram as decisões internacionais de clubes mais importantes recebidas pelo Pacaembu.[32]

O jogo entre Corinthians e São Paulo, que marcou a finalíssima da Recopa Sul-Americana de 2013, com vitória por 2 a 0 e título para a equipe alvinegra, foi a mais recente decisão de uma competição internacional de futebol profissional realizada no Pacaembu.[33]

Sistema de iluminação

A mais recente conquista de competição nacional no Pacaembu pertence ao Palmeiras, que, em novembro de 2013, sagrou-se campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, após derrotar o Boa Esporte Clube por 3 a 0, em jogo da antepenúltima rodada do torneio.[34]

Sem contar os quatro grandes clubes do Estado de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a última equipe que foi campeã no Estádio do Pacaembu foi o Ituano, em uma disputa contra o Santos, nas finais do Campeonato Paulista de 2014. Na ocasião, a equipe da cidade de Itu conquistou seu segundo título de primeira divisão, sendo o primeiro título conquistado ao vencer todos os grandes.[35]

Além das disputas de futebol profissional, o Estádio do Pacaembu é palco tradicional das decisões da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que é organizada pela Federação Paulista de Futebol e é o principal torneio da categoria no Brasil. Disputada desde 1969, a competição acontece tradicionalmente no início de cada ano (em algumas edições, o torneio foi realizado no mês de dezembro do ano anterior), de modo que a final seja disputada, preferencialmente, no aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.[36]

Apesar de ter sido o Corinthians o clube que mais vezes realizou partidas no Estádio do Pacaembu, a equipe que mais conquistou títulos no local foi o Palmeiras, que conquistou treze títulos ali, quatro a mais que o Corinthians que conquistou nove. Em seguida, vêm as equipes do Santos, com oito conquistas no estádio, e do São Paulo, com seis.[37]

Privatização do Pacaembu

A gestão João Doria (PSDB) pretende assinar em 2018 os contratos de concessão com empresas que ficarão responsáveis pelos parques, mercados, terminais de ônibus e Bilhete Único capital. A Câmara dos deputados aprovou a concessão do Estádio do Pacaembu, que será concedido a autorização para ser repassado à iniciativa privada. A concessão será por 35 anos, e a prefeitura realiza um chamamento público para receber propostas e fixar as regras da concessão. [38]

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