Estádio Olímpico Nilton Santos

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Estádio Olímpico Nilton Santos
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Rio2016 Gerais 030 8069 -c-2016 GabrielHeusi HeusiAction.jpg
Panorâmica durante a reinauguração, em 19 de setembro de 2007.
Nomes
NomeEstádio Olímpico Nilton Santos
ApelidoNilton Santos
Niltão
Engenhão
Características
LocalRio de Janeiro, RJ
GramadoGrama natural (105 x 68 m)
Capacidade44.661 espectadores[2]
Construção
Data2003 a 2007
CustoR$ 380 milhões
Inauguração
Data30 de junho de 2007 (11 anos)
Partida inauguralFluminense 1x2 Botafogo
Primeiro golAlex Dias (Fluminense)
Recordes
Público recorde43.810 pessoas
Data recorde30 de junho de 2007
Partida com mais públicoFluminense 1x2 Botafogo
Outras informações
Remodelado2016
ProprietárioPrefeitura do Rio de Janeiro [3]
AdministradorBotafogo
ArquitetoCarlos Porto
MandanteBotafogo

O Estádio Olímpico Nilton Santos, antes denominado Estádio Olímpico João Havelange[4] e popularmente conhecido como Engenhão, é um estádio poliesportivo localizado no antigo terreno da Rede Ferroviária Federal, no bairro do Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro e pertencente à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, sendo a casa do Botafogo de Futebol e Regatas, seu arrendatário. O estádio foi inaugurado em 30 de junho de 2007.

Introdução

A partir de 2015, a pedido do Botafogo, gestor do estádio, o nome fantasia do local foi alterado para Estádio Nilton Santos.[5][6] A homologação do pedido feito pelo Botafogo no final de janeiro de 2015 aconteceu por meio de despacho publicado na edição de 10 de fevereiro de 2015 no Diário Oficial do Município. No texto, o prefeito Eduardo Paes afirmou ser "uma justa homenagem ao atleta e ídolo Nilton Santos".[7]

Em 2010, a diretoria do Botafogo utilizou o nome fantasia "Stadium Rio",[8] na tentativa de facilitar uma eventual comercialização dos naming rights do estádio, o que no fim não ocorreu, devido à sua interdição em 2013.[9]

Construído no governo Cesar Maia e de propriedade municipal, mas arrendado pelo Botafogo F.R. no ano de sua inauguração até 2027, com possibilidade de prorrogação por mais 2 anos, portanto até 2029, por conta do período de interdição [10], o local foi levantado para sediar as competições de atletismo e futebol dos Jogos Pan-americanos de 2007.

Atualmente, tem capacidade total para mais de 44 mil pessoas sentadas,[11] tendo sido considerado o estádio mais moderno e o mais bonito da América Latina à época de sua construção.[12]

Em janeiro de 2017, o prefeito Marcelo Crivella rebatizou oficialmente o nome do estádio como Nilton Santos. A mudança foi publicada no Diário Oficial do município.[13]

Construção

Obras em fevereiro de 2006.

Inicialmente orçado em R$ 60 milhões,[14] o Estádio Nilton Santos teve um custo final mais de seis vezes do esperado, R$ 380 milhões. O projeto do estádio foi elaborado pelos arquitetos Carlos Porto, Gilson Santos, Geraldo Lopes e José Raymundo Ferreira Gomes[15] que, desde 1995, vinham estudando projetos de estádios no mundo todo, para fazer um estádio moderno para o Pan 2007.

A pedra fundamental foi lançada em 16 de dezembro de 2003, sendo a primeira construção iniciada para os Jogos Pan-americanos de 2007, e a obra finalizada a pouco menos de um mês para o início do evento.[16] A data de conclusão da obra foi adiada cerca de quatro vezes, estava prevista para ser concluída em meados de 2006, passou para o final do mesmo ano, posteriormente para a metade do primeiro semestre de 2007, até a semana de inauguração.

As obras[17] foram administradas pelo Consórcio Odebrecht[18] e OAS, sob fiscalização da Riourbe, da Secretaria de Obras do Município do Rio de Janeiro. Cerca de quatro mil homens trabalharam na construção do Engenhão.[19] Durante as obras, foi registrada uma morte, a do operário Odair Dama da Silva, de 27 anos, que não resistiu aos ferimentos causados por uma queda de aproximadamente 14 metros de altura em fevereiro de 2007.[20] No mês seguinte, houve uma greve dos operários reivindicando melhores condições de serviços,[21] que logo foi contornada.

Jogos Pan-americanos de 2007.

O anel de concreto do estádio foi fechado em setembro de 2006. O gramado do campo foi plantado em abril de 2007, foram 260 rolos de uma grama especial para o estádio.[22] As cadeiras da arquibancada foram instaladas após este processo. A iluminação foi testada pela primeira vez a duas semanas da inauguração oficial.

Para a partida de inauguração do estádio, Botafogo contra Fluminense, os goleiros dos clubes fizeram, três dias antes, a inspeção da iluminação e do gramado.[23] No dia do jogo, uma pequena porção das arquibancadas inferiores atrás do gol direito às cabines de televisão não tinham sido instaladas. Durante o Pan, o mesmo local ainda carecia das cadeiras, sendo corrigido apenas após o evento continental.

Manutenção e conservação

As arquibancadas possuem largos corredores de circulação.

Os reparos de manutenção do estádio foram orçados à época da licitação ao patamar de R$ 400 mil por mês.[24] Todavia, foram pontuais alguns gastos, como o feito em maio de 2008, quando foram duplicadas, em parceria com a empresa Telemática, as catracas dos alas Leste e Oeste, passando de dez para vinte, mantendo o número de dez catracas nas alas sul e norte.[25]

Benfeitorias voluntárias também foram realizadas no setor Oeste inferior, de modo a comportar o setor VIP, administrado pela Outplan entre maio de 2008 a outubro de 2009. Foram instaladas fotos, bandeiras e adesivos ligados ao Botafogo, além de redecoradas as instalações, como as lanchonetes.[26]

Ademais, atos de vandalismo já causaram prejuízo ao local. Em setembro de 2008, torcedores do Fluminense quebraram duzentas cadeiras da ala Sul, setor destinado, geralmente, à torcida visitante.[27] O mesmo fato ocorreu a partir da torcida do Flamengo em março[28] e outubro de 2009, quando os banheiros também foram alvo de depredações.[29] Os consertos foram feitos em todos os casos, porém, restaram marcas nas cadeiras, que contrastam tons diferentes de azul em um mesmo setor.

Entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, foram realizadas obras no estádio para a implantação de novas lanchonetes e restaurantes, constituindo assim uma moderna praça de alimentação na arena.[30] Além disso, o gramado do estádio será substituído.[31]

Ampliação

Vista atrás do gol

Houve um projeto de ampliação da capacidade do estádio para 60 mil espectadores.[32] Esta era uma exigência do Comitê Olímpico Internacional para a realização das Olimpíadas, pois os locais destinados às provas de atletismo devem apresentar o mínimo de 60 mil lugares. Seriam construídas arquibancadas superiores nas alas Norte e Sul, fechando o anel superior do Engenhão.

Com a confirmação do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016, esteve em pauta a ampliação do estádio,[33] sendo o início das obras, que não interditariam o estádio, previsto para 2013.

O estádio seria o primeiro na história olímpica como sede exclusiva do atletismo. Até Londres 2012 era comum, porém não obrigatória, a realização dos eventos do atletismo no Estádio Olímpico principal. No caso dos Jogos Olímpicos de 2016, a realização das Cerimônias inaugural e de encerramento foi no Estádio do Maracanã, local que também sediou as partidas finais do futebol (masculino e feminino).

Fato quase similar ocorreu nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália, no ano de 1956. Em tal ocasião, o cerimonial e as provas de atletismo se realizaram no Melbourne Cricket Ground, estádio este direcionado à prática do críquete (desporto muito popular entre os australianos).

Outros projetos

Além da extensão das arquibancadas pelas alas Norte e Sul, havia também a possibilidade de ampliação do estádio para 80 mil, ideia elaborada visando a realização de jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014. Após a ampliação já prevista, novos setores com cadeiras seriam implantados abaixo das atuais arquibancadas inferiores. A pista de atletismo seria substituída pelo novo gramado, que seria rebaixado. Tratava-se de alterações temporárias, que seriam desfeitas após a Copa, para o estádio manter as características voltadas para a prática do atletismo. Este projeto, no entanto, foi descartado uma vez que o Rio de Janeiro indicou apenas o Maracanã na sua candidatura à cidade-sede da Copa no Brasil.

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