Economia do México

Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde abril de 2017). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser acadêmico)
Economia do México
Setor industrial na cidade de Monterrey.
MoedaPeso mexicano
Ano fiscalAno calendário
Blocos comerciaisOMC, APEC, NAFTA, OCDE, Aliança do Pacífico e outras
Estatísticas
Bolsa de valoresBolsa Mexicana de Valores
PIB$ 1,199 trilhões (2018) (12º lugar)[1]
Variação do PIBAumento 2% (2017)[2]
PIB per capita$ 10,021 (2018)
PIB por setoragricultura 3,6%, indústria 36,6%, comércio e serviços 59,8% (2013)
Inflação (IPC)4,9% (2013)
População
abaixo da linha de pobreza
42,3% (2013)[3]
Força de trabalho total53,6 milhões (2017)
DesempregoBaixaPositiva 3,44% (2017)
Principais indústriasalimentos e bebidas, tabaco, produtos químicos, mineração, ferro e aço, petróleo, têxteis, roupas, produção de carros, bens de consumo duráveis, turismo
Exterior
Exportações$ 406,5 bilhões (2017)
Produtos exportadosmanufaturados, petróleo e derivados, prata, frutas, verduras e legumes, café, algodão
Principais parceiros de exportaçãoEstados Unidos 78% (2011)
Importações$ 417,3 bilhões (2017)
Produtos importadosmáquinas industriais, produtos de aço, equipamentos agrícolas, elétricos, autopeças, aviões e peças de aviação
Principais parceiros de importaçãoEstados Unidos 49,7%, República Popular da China 14,9%, Japão 4,7% (2011), Canadá, Japão, Espanha, Brasil
Dívida externa bruta$ 341 bilhões (2010)[4]
Finanças públicas
Receitas$234,3 bilhões (2010)[4]
Despesas$ 263,8 bilhões (2010)[4]
Fonte principal: The World Factbook[5]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Economia do México é, atualmente, a 13a maior do mundo por PIB nominal, bem como a 11a maior por Poder de Compra, e a segunda economia da América Latina, atrás do Brasil, a 4a economia da América. Porém, se considerarmos sua Paridade de Poder de Compra, a economia mexicana torna-se a 3ª.

História

O crescimento econômico médio anual entre 1876 e 1910 foi de 3,3%. A repressão política, a reeleição repetida de Díaz, e a enorme desigualdade de renda exacerbada pelo sistema de distribuição de terras em grandes propriedades que empregavam milhares de camponeses em condições precárias foram as principais causas que levaram à Revolução Mexicana (1910-1917) conflito armado que transformou radicalmente a estrutura política, econômica.

Durante a década de 1940, a estabilidade política, os recursos naturais e a influência de capitais americanos, possibilitaram o crescimento da economia mexicana, juntamente com crescimento da população é a intervenção estatal no sistema produtivo. Na década de 1960 são estatizados setores como o do petróleo (explorado pela PEMEX, estatal criada em 1938) e o da energia elétrica. A partir da década de 1970, os maiores componentes das exportações passaram a ser: petróleo, gás natural e seus derivados. O crônico déficit comercial do país foi revertido a partir de 1982.

O presidente de la Madrid foi o primeiro a implementar reformas de caráter neoliberais, seu governo recorreu a desvalorizações, o que resultou em inflação alta, que chegaram a 159,7% ao ano em 1987. Alguns efeitos das políticas neoliberales de seu governo foram o aumento do déficit e endividamento crônico.[6] Durante o governo do presidente Carlos Salinas de Gortari, 1988 -1994, o gasto fiscal aumentou para níveis recordes, enquanto o peso mexicano foi sobrevalorizada. O elevado déficit reduziu o fluxo de investimentos e geração de empregos.

Após seis anos de reformas econômicas neoliberais, políticas Consenso Washigton levou à crise econômica no México, em 1994. Ele foi causado pela falta de reservas internacionais, fazendo com que a desvalorização do peso mexicano, durante os primeiros dias da presidência de Ernesto Zedillo.[7]

Ao longo da última década o crescimento econômico do México manteve-se abaixo de 1 por cento, menos de metade da média da região, desde o ano 2000. México teve uma taxa de pobreza de 52,3 por cento em 2012, mantendo-se no mesmo nível registrado em 1994 (52,4 por cento).[8] A balança de pagamentos ainda é fortemente pressionada pelo serviço da dívida externa, uma das maiores do mundo.

Milagre mexicano

O Milagre mexicano é um termo utilizado para se referir a uma série de reformas econômicas e sociais no México, que produziram um sustentável crescimento econômico de 3 a 4% e modestos 3% de inflação anualmente entre as décadas de 1940 e 1970.

Antecedentes

Este crescimento foi sustentado pelo aumento do compromisso do governo à educação básica para a população em geral no final de 1920 através da década de 1940. As taxas de inscrição dos jovens do país triplicou durante este período e, por conseguinte, quando esta geração foi utilizado na década de 1940 sua produção econômica foi mais produtivo. Além disso, o governo promoveu o desenvolvimento das indústrias de bens de consumo voltados para mercados internos, impondo altas tarifas protecionistas e outros obstáculos à importação. A quota das importações sujeitas a licenciamento passou de 28 por cento em 1956 para uma média de mais de 60 por cento durante os anos 1960 e cerca de 70 por cento em 1970. A indústria foi responsável por 22 por cento da produção total em 1950, 24 por cento em 1960, 29 por cento em 1970. A quota de produção total resultante da agricultura e outras atividades primárias diminuiu durante o mesmo período, enquanto serviços manteve-se constante. O governo promoveu a expansão industrial através de investimento público na agricultura, energia e infraestrutura de transporte. As cidades cresceram rapidamente durante estes anos, refletindo a mudança de emprego da agricultura para a indústria e serviços. A população urbana aumentou a um ritmo elevado depois de 1940 (ver Urban Society, cap. 2). Crescimento da força de trabalho urbana ultrapassou até mesmo a taxa de crescimento do emprego industrial, com os trabalhadores excedentários, tendo o pagamento do serviço de empregos de baixa.

En otros idiomas