Cruzeiro (1970–1986)

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Cruzeiro
Dados
Código ISO 4217BRB
Usado Brasil
Inflação110,23% (1980)
Sub-Unidade

Centavo
SímboloCr$
PluralCruzeiros
Moedas0.01, 0.02, 0.05, 0.10, 0.20, 0.50, 1, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500
Notas1, 5, 10, 50, 100, 200, 500, 1.000, 5.000 e 10.000

50.000 e 100.000

Banco centralwww.bc.gov.br
Fabricantehttp://www.casadamoeda.gov.br

Cruzeiro (BRB) foi a moeda brasileira que circulou no período entre 15 de maio de 1970 e 28 de fevereiro de 1986.

Este padrão na verdade é a terminação da reforma monetária empreendida quando da aplicação do padrão anterior cruzeiro novo, sendo que a diferenciação é que, por força da lei, a expressão "novo" e o "N", que antecedia o símbolo do cruzeiro (Cr$), foram suprimidos.

1ª família

Cédulas

Nesta família, emitida entre 1970 e 1980, foram lançados inicialmente os valores de 1, 5, 10, 50 e 100 cruzeiros, sendo que o valor de 500 cruzeiros foi inserido em 1972, por ocasião dos 150 anos da Independência do Brasil.

Foi lançada em 1972 a estampa B das cédulas de 1 cruzeiro, ocorrendo o mesmo em 1973 com a cédula de 5 cruzeiros e em 1979 com as cédulas de 10 e de 500 cruzeiros, sendo que na prática havia uma leve diferenciação destas cédulas em relação as colocadas anteriormente em circulação.

Este padrão tinha as cédulas em tamanhos diferentes e era conhecido como padrão moiré, que tinha como grande novidade a visibilidade da marca d'água sob um fundo branco na nota. [carece de fontes?]

As mudanças tinham como objetivo dificultar a falsificação, problema disseminado entre as cédulas do padrão anterior. No entanto, por conta da gradual perda de valor dessas cédulas decorrente da inflação, elas foram gradualmente substituídas pelas cédulas e pelas moedas da 2ª família, perdendo o valor definitivamente em 1984.

A cédula de 1 cruzeiro desta família foi a cédula mais emitida entre as emitidas no período anterior ao Plano Real, sendo colocadas mais de 2 bilhões de cédulas deste valor em circulação no decorrer dos anos 70.

Concurso

Para esse padrão, o Banco Central, instituiu em 1966, um concurso[1] para a escolha da nova série de cédulas com a participação de vários Designers gráficos, entre eles: Alexandre Wollner, Waldir Gramado, Benedito de Araujo Ribeiro, Petrarca Amenta, Zélio Bruno da Trindade, Gustavo Goebel Wayne Rodrigues, Ludivico Martino[2]. O certame foi vencido por Aloísio Magalhães, cujo trabalho apresentado constitui uma renovação, mas considerando à cultura de emissão brasileira. No modelo de Aloísio Magalhães, as cédulas de 1, 5, 10, 50 e 100 cruzeiros, passaram a ter tamanhos e cores diferentes, aumentando conforme o valor nominal das mesmas.[3]

Moedas

As moedas desta família se constituíam nas moedas com a denominação "centavo" emitidas a partir de 1967 e na moeda de 1 cruzeiro, que passou a ser emitida a partir de 1970.

Em 1972, por ocasião do sesquicentenário da independência, foram lançadas moedas comemorativas em ouro (300 cruzeiros), Prata (20 cruzeiros) e de Níquel (1 cruzeiro).

A partir de 1974, as moedas até 20 centavos passaram a ser emitidas em aço inoxidável, sendo que em 1975 a moeda de 50 centavos também passou a ser emitida neste metal, sendo que a de 1 cruzeiro passou a ser emitida em cuproníquel, além das emissões comemorativas da FAO nas moedas de 1, 2 e 5 centavos, bem como a moeda comemorativa de 10 cruzeiros em prata ressaltando os 10 anos da fundação do Banco Central do Brasil.

As moedas pertencentes a esta família e que tinham valor inferior a 10 centavos perderam o seu valor legal a partir de 31 de dezembro de 1980, sendo que o centavo foi definitivamente extinto por força de lei no dia 15 de agosto de 1984, no entanto, permanecendo para efeitos de cálculo da ORTN.

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