Crânio

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Crânio 3D de um indígena brasileiro reconstruído por Cícero Moraes
Um crânio humano por dentro.

O crânio é um invólucro de tecidos mais ou menos rígidos que, nos animais do clã Craniata (a que pertencem os vertebrados e outros de filogenia próxima), envolve o cérebro, os órgãos do olfacto, da visão, o ouvido interno e serve de suporte aos órgãos externos dos sistema respiratório e sistema digestivo.

Pode considerar-se formado por duas partes principais que, aparentemente correspondem a duas etapas da evolução:

Ao longo da filogénese foram-se estabelecendo relações cada vez mais estreitas entre estas duas partes do crânio, através de articulações chamadas "suspensões":

  • Suspensão anfistílica – em que tanto o palato-quadrado como o hiomandibular se articulam com o neurocrânio, como em alguns peixes Chondrichthyes;
  • Suspensão iostílica – em que apenas o osso mandibular se articula com o neurocrânio, como na maior parte dos peixes, incluindo alguns tubarões e no esturjão;
  • Suspensão autostílica – em que o neurocrânio e o esplancnocrânio tendem a fundir-se como na maior parte dos tetrápodes.

As modificações evolutivas do esplancnocrânio refletem as do I e II arcos viscerais durante a ontogénese. O osso iomandibular (porção dorsal do II arco visceral) é o que, nos peixes participação na suspensão iostílica; nos anfíbios, répteis e aves o II arco visceral transforma-se no primeiro dos três ossinhos do ouvido médio (columella), enquanto que o I arco visceral mantém a sua função de sustentar a abertura bucal; nos mamíferos, o articular e o quadrado, provenientes do I arco visceral, transformam-se no martelo e no estribo, completando assim a cadeia de ossinhos do ouvido médio.

Nos mamíferos, a articulação maxila-mandibular forma-se a partir do dental e da escamado temporal. Nos répteis e mamíferos, as cóanas (interior das narinas) passaram para a parte de trás da cavidade bucal para a formação do palato secundário, septo ósseo que separa as vias respiratórias do tubo digestivo. Nas aves, o palato secundário tende a desaparecer, provavelmente pela falta de dentes e existência do bico.

Estrutura

Crânio de Centrosaurus mostrando a fenestra em sua gola óssea.

Aberturas

Anfíbios atuais normalmente têm crânios muito reduzidos, com muitos dos ossos ausentes ou total ou parcialmente substituídos por cartilagem.[1] Nos mamíferos e aves, em particular, modificações do crânio ocorreram para permitir a expansão do cérebro. A fusão entre os vários ossos é especialmente notável nas aves, nas quais as estruturas individuais podem ser difíceis de identificar.

Crânio anápsido.
Crânio diápsido.
Crânio euriápsido.
Crânio sinápsido.

As fenestras (do latim "fenestrae", que significa "janelas") são aberturas no crânio.

  • Fenestra anterorbital
  • Fenestra mandibular
  • Fenestra palatal, como encontrada em Marsupiais
  • Fenestra quadradojugal
  • Fenestra subesquamosal, uma abertura entre duas partes do osso esquamosal em alguns roedores
  • Fenestra temporal

Dinossauros Ceratopsianos[2] podem ter fenestras em suas golas[3] (a gola é uma margem relativamente extensa vista na parte de trás das cabeças de répteis com qualquer suporte ósseo tais como as presentes nos crânios de dinossauros da subordem Marginocephalia ou suporte cartilaginoso como no lagarto-de-gola).

Fenestração temporal

As fenestras temporais são características anatômicas do crânio amniota, caracterizada por buracos bilateralmente simétricos (fenestra) no osso temporal. Dependendo da linhagem de um animal, dois, um, ou nenhum par de fenestra temporal pode estar presente, em cima ou abaixo dos ossos pós-orbitais e esquamosal. As fenestras temporais superiores também são conhecidos como fenestra supratemporal, e as fenestras temporais mais baixas também são conhecidas como fenestra infratemporal. A presença e a morfologia da fenestra temporal é indispensável para a classificação taxonômica dos sinápsidas, do qual os mamíferos fazem parte.

A especulação fisiológica a associa com uma subida a taxas metabólicas e um aumento na musculatura da maxila. Antes do Carbonífero amniotas mais antigos não tinham fenestras temporais mas sauropsidas e sinápsidas mais avançados tinham. Com o passar do tempo, a fenestra temporal dos sauropsidas e sinápsidas ficou mais modificada e maior para dar mordidas mais fortes com mais músculos na maxila. Os dinossauros, que são sauropsidas, tem grandes aberturas e os seus descendentes, os pássaros, tem fenestras temporais que foram modificadas. Os mamíferos, que são sinápsidas, não possuem nenhuma abertura fenestral no crânio, no entanto o traço foi modificado. Os mamíferos realmente, ainda possuem entretanto, a órbita temporal (que se parece com uma abertura) e os músculos temporais. Ele é um buraco na cabeça e está situado no reverso da órbita atrás do olho.

Classificação

Há quatro tipo de fenestrações temporais no crânio dos amniotas, classificadas quanto ao número e posição da fenestra:

  • Crânio anápsido - sem aberturas temporais; tipo mais primitivo; exemplo: Testudinata.
  • Crânio diápsido - duas aberturas temporais, uma superior entre o parietal, esquamosal e pós-orbital, e uma inferior entre o pós-orbital, jugal, quadrado-jugal e esquamosal; exemplo Aves e Dinossauros.
  • Crânio euriápsido - uma abertura temporal superior, localizada entre os ossos parietal, pós-orbital e esquamosal; exemplo Plesiosauria.
  • Crânio sinápsido - uma abertura temporal inferior, situada entre os ossos esquamosal, pós-orbital, jugal e quadrado-jugal; exemplo Synapsida e Mammalia.

Ossos

O jugal é um osso craniano encontrado na maioria dos répteis, anfíbios e aves. Nos mamíferos, o jugal é chamado muitas vezes de osso zigomático ou osso malar.

O osso pré-frontal é um osso que separa os ossos frontal e lacrimais em muitos crânios de tetrápodes.

Crânio de Dromaeosaurus
Crânio de Spinosaurus
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