Copa do Mundo de Clubes da FIFA

Copa do Mundo de Clubes da FIFA
Dados gerais
OrganizaçãoFIFA
Edições15
Outros nomesMundial de Clubes
Local de disputaEmirados Árabes Unidos (atual)
Número de equipes7 (24 a partir de 2021)
SistemaTorneio concentrado, Eliminatório
Soccerball current event.svg Edição atual
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Copa do Mundo de Clubes (pt-BR) ou Campeonato do Mundo de Clubes (pt), também conhecida como Campeonato Mundial de Clubes ou simplesmente Mundial de Clubes, é uma competição de futebol organizada pela FIFA e disputada entre clubes campeões de todas as seis confederações continentais: CONMEBOL (América do Sul), CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe), UEFA (Europa), CAF (África), AFC (Ásia) e OFC (Oceania), além do representante do país-sede (o vencedor do campeonato nacional do país organizador).

História

Antecedentes

Anteriormente à criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, houve diversas competições entre clubes de futebol consideradas por muitos como "títulos mundiais de clubes", consideradas assim por exemplo por boa parte dos clubes, torcedores e imprensa.

A FIFA, em seu site, se referiu ao Troféu Sir Thomas Lipton como a primeira tentativa de organizar uma Copa do Mundo de Clubes[1] e à Copa Rio Internacional de 1951 — competição organizada pela CBD com o auxílio de dirigentes da FIFA — como o primeiro torneio de dimensão mundial, global, intercontinental de clubes ou a "primeira competição mundial de clubes" de acordo com documento oficial, e outorgando o status de campeão mundial ao vencedor desta competição em 2014.[2][3][4][5][6][7] Em outubro de 2017, a FIFA também outorgou o status de campeão mundial aos vencedores da Copa Intercontinental — torneio organizado de 1960 até 1979 por meio de uma parceria entre CONMEBOL e UEFA e a partir de 1980 pela Associação de Futebol do Japão (com supervisão dessas confederações), sendo também renomeada nesta época para Copa Toyota — a pedido do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.[8][9] No entanto, a entidade não promoveu a unificação desses torneios com a sua atual competição.[10][11]

O primeiro mundial de clubes organizado diretamente pela FIFA

Em 1999 a FIFA anunciou que no mês de janeiro de 2000, realizaria o primeiro mundial de clubes organizado pela entidade. A competição teria a participação de clubes representantes de todas as federações continentais filiadas à FIFA, mesmo que nem todos os times tenham sido campeões de suas competições continentais.

Por fim, a primeira edição da competição ocorreu em janeiro de 2000 no Brasil, e foi vencida pelo Corinthians.[12]

O clube brasileiro Corinthians foi a primeira equipe a conquistar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, em 2000, e repetiu o feito em 2012 (foto acima).

O anúncio da realização da Copa do Mundo de Clubes da FIFA a partir de 2000 levou o jornal O Estado de S. Paulo a supor que a edição de 1999 poderia ser a última edição da Copa Intercontinental. Porém, o mesmo jornal em sua edição de 30 de novembro de 1999 confirmou que os patrocinadores da Copa Intercontinental tinham um acerto com UEFA e CONMEBOL para a realização da mesma até 2003.[13] A FIFA, por outro lado, não conseguiu realizar sua Copa do Mundo de Clubes em 2001, 2002 e 2003, pois a edição de 2001 (prevista para julho e agosto de 2001) foi, em 18 de maio de 2001, postergada para 2003[14][15] e depois cancelada, em função de problemas com patrocinadores e parceiros da FIFA, sobretudo a ISL. Em fevereiro de 2004, a FIFA anunciou a intenção de relançar seu Mundial de Clubes. Após negociações entre a FIFA e os organizadores e patrocinadores da Copa Intercontinental (UEFA, CONMEBOL, Toyota), em maio de 2004 foi anunciado que a Intercontinental seria disputada pela última vez em 2004, e que a partir de 2005 ela seria substituída pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[16][17]

O argentino Lionel Messi, do clube espanhol Barcelona, foi o melhor jogador da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2009 e 2011, além de ter sido o artilheiro da competição nesse mesmo ano.

Efetivação

O inglês Wayne Rooney, do Manchester United, foi o artilheiro e melhor jogador da edição de 2008.

A segunda edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA ocorreu, assim, em 2005, e a partir desta edição passaram a participar os campeões então vigentes das seis confederações continentais filiadas à FIFA, com critérios estabelecidos e sem convites: na primeira edição da competição em 2000, o Real Madrid participou como convidado, enquanto os representantes sul-americano e asiático já não eram os campeões vigentes daqueles continentes.[18][19][20] Participam da Copa do Mundo de Clubes da FIFA os campeões continentais de UEFA (Europa), CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe), CONMEBOL (América do Sul), AFC (Ásia), CAF (África) e OFC (Oceania), ou seja, os campeões de todas as federações continentais.

O mundial teve como nome oficial "Campeonato Mundial de Clubes da FIFA" e viria a ser incorporado definitivamente no calendário futebolístico apenas em 2005. A partir de sua primeira edição, o certame já teve quatro sedes. O torneio de 2000 foi organizado no Brasil, com a final sendo decidida no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. De 2005 a 2008, o Japão foi o país escolhido para abrigar o campeonato, tendo suas finais acontecendo no Estádio Internacional de Yokohama. Em 2009, 2010, 2017 e 2018, o certame ocorreu nos Emirados Árabes Unidos, com a decisão tendo lugar no Estádio Sheikh Zayed, em Abu Dhabi. Nos anos de 2011, 2012, 2015 e 2016 voltou a ser realizado no Japão e nos anos de 2013 e 2014 o torneio aconteceu no Marrocos.[21]

A competição teve, até 2018, quinze edições, havendo a hegemonia de equipes europeias e sul-americanas. Os clubes da América do Sul foram campeões em quatro ocasiões, em 2000, 2005, 2006 e 2012, sete conquistas a menos que os europeus, que levaram a melhor em 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018. Das quatro conquistas sul-americanas, todas são de equipes brasileiras, tendo outro país do continente se sagrado, no máximo, vice-campeão do certame. Já entre as conquistas europeias, sete são da Espanha, duas da Itália e uma de Inglaterra e Alemanha.

Cartaz sobre os times finalistas do Mundial de Clubes da FIFA de 2006, onde o Internacional bateu o Barcelona pelo placar de 1 – 0 e sagrou-se campeão.[22]

Os clubes brasileiros são os únicos que venceram os europeus na competição: São Paulo em 2005, Internacional em 2006 e Corinthians em 2012.[23]

As equipes com mais participações são o Auckland City, da Nova Zelândia, com nove participações e o Al-Ahly, do Egito, com cinco. O Auckland City participou em 2006, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017 e o Al-Ahly participou em 2005, 2006, 2008, 2012 e 2013. O país que mais cedeu equipes para a disputa foi o Brasil com sete representantes, já o México é o país com mais aparições na disputa com 14 classificações, não tendo representantes apenas na edição de 2005.

O TP Mazembe foi o primeiro clube de fora do continente europeu e da América do Sul a disputar uma final de Copa do Mundo de Clubes. Campeão da África e representando a República Democrática do Congo, ficou com o vice-campeonato na edição de 2010.[24] Em 2013, o marroquino Raja Casablanca foi a segunda equipe africana a disputar a final, perdendo para o Bayern de Munique e a primeira equipe africana a fazê-lo tendo sido classificada para a competição através da vaga de campeã do país sede. O classificado pela vaga do país sede se classificaria para a final novamente em 2016 e 2018 (o japonês Kashima Antlers e o emirático Al Ain, respectivamente, que enfrentaram ambos o Real Madrid), sendo o Mazembe ainda o único campeão continental de fora do eixo Europa-América do Sul a disputar uma final de mundial.

Foi durante um jogo da Copa do Mundo de Clubes que o goleiro Iker Casillas, do Real Madrid, alcançou a marca de 700 jogos pela equipe, na partida final contra o San Lorenzo que ainda rendeu o título inédito ao Real Madrid.[25]

Novo formato

Afim de de ampliar e desenvolver melhor o futebol mundial, a entidade máxima do futebol anunciou novas melhorias para os torneios de clubes e seleções que contara com mais participantes e no caso do novo formato do mundial de clubes, um "verdadeiro" Mundial de Clubes, segundo o atual presidente da FIFA, Gianni Infantino.[26] De acordo com o presidente, o novo torneio será mais rentável, terá mais jogos e diminuirá os conflitos dos calendários nacionais e as datas FIFA. A proposta foi apresentada ao Conselho da entidade durante reunião em março em Bogotá na Colômbia. A nova competição, a partir de 2021, teria a dupla função de substituir os dois torneios que a Fifa considera fracasso de público e crítica: o Mundial de Clubes, que seria disputado no atual modelo até 2020 e a Copa das Confederações, que teve sua última edição organizada pela Rússia em 2017. A ideia é que a competição tenha 24 clubes: oito da Europa, seis da América do Sul e as demais divididas entre os demais continentes. A Fifa deixou para cada confederação continental definir os critérios de classificação ao Mundial. A Associação de Clubes Europeus é contra o novo formato.[27] A edição de 2021 ainda não tem local definido, uma vez que o calor do verão no Catar, no meio do ano, inviabilizaria a prática do futebol em alto nível. Desta forma, o torneio não será um evento-teste para as instalações da Copa do Mundo.

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