Cidadela de Pamplona

Cidadela de Pamplona
Ciudadela de Pamplona /
Iruñeko zitadela
Ciudadela Pamplona 1.jpg
Baluarte de Santiago da Cidadela de Pamplona
AutorGiacomo Palearo
Data da construção1571-1645 (373 anos)
Estilo arquitetônicoRenascentista
CidadeFlag of Spain.svg Espanha, Pamplona
Tombamento1973
Planta da cidadela

A Cidadela de Pamplona (em espanhol: Ciudadela de Pamplona; em basco: Iruñeko zitadela ou Iruñeko Gotorlekua), também chamada de Castelo Novo (Castillo Nuevo; Gaztelu Berria) é uma fortificação renascentista militar construída entre os séculos XVI e XVII na cidade de Pamplona, a capital da Comunidade Foral de Navarra, Espanha. Atualmente grande parte da antiga fortaleza ainda está de pé, estando transformada num parque e espaço para atividades culturais.[nt 1]

Construção

Filipe II ordenou a construção da cidadela em 1571, como parte de um plano de reforço das fortificações da cidade. O desenho foi encomendado ao engenheiro militar italiano Giácomo Palearo, alcunhado de El Fratin, tendo também participado no projeto o vice-rei de Navarra Vespasiano Gonzaga y Colonna. Foi idealizado um sistema defensivo de acordo com as teorias da Renascença italiana que tinham sido postas em prática pouco antes em Antuérpia, onde a cidadela foi projetada por Francesco Paciotto, que também desenhou a de Turim. O recinto tem uma planta em estrela de cinco pontas. Desde cada uma das pontas controlavam-se todos os ângulos de ataque possíveis. Duas das pontas estavam dirigidas para o interior da cidade, para controle da mesma, como consta dos documentos da época, onde o engenheiro Antonelli informa Filipe II em 1569: «Pamplona é agora mais fronteira que metrópole... deve ter um muito principal castelo, porque estando ainda fresca a memória do seu rei natural... todavia é necessário assegurar-se também com uma força, das suas vontades... A obra deverá servir para defender-se do perigo extrínseco, mas também intrínseco.» Convém não esquecer que a conquista de Navarra tinha acontecido recentemente, tendo-se registados episódios de tentativa de restauro da monarquia local com a participação ativa da população. Conforme narra Alicia Cámara na sua obra Muraria«a cidadela deve ser entendida como uma forma de dominar a cidade da qual era possível esperar uma rebelião» e como o embaixador Contarini advertiu, «todos os deste reino têm ódio aos espanhóis e desejam que volte o seu rei natural João de Albret».[1]

A fortaleza tem os seguintes baluartes: Santo Antão (San Antón), Real, Danta Maria, Santiago e Vitória. Pode considerar-se que as obras ficaram concluídas em 1645, embora em 1685 as defesas tenham sido reforçadas. Estes reforços foram baseados num projeto de Juan de Ledesma, seguindo o sistema poliorcético conhecido como "de Vauban" (Vauban foi o arquiteto militar francês que renovou a engenharia militar no tempo de Luís XIV de França). Foram construídas duas meias-luas entre os baluartes de Santiago e da Vitória (junto à porta da Taconera) e entre o de Santo Antão e o Real (junto à porta de São Nicolau). Além disso, nos lados situados entre os baluartes de Santiago, Santa Maria e Real, foram erigidas contraguardas[nt 2] que os rodeavam pelas duas frentes, melhorando a capacidade defensiva.