Chicago

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Chicago
Localidade dos Estados Unidos Estados Unidos
Chicago montage.jpg
Do topo, em sentido horário: Centro de Chicago; Chicago Theatre; Metro de Chicago; Navy Pier; Millennium Park; Museu Field de História Natural e Willis Tower.
Cognome(s): The Windy City
(Do inglês: A Cidade dos Ventos)
Lema(s): Urbs In Horto
(Do latim: A Cidade num Jardim)
Chicago está localizado em: Illinois
Chicago
Localização de Chicago em Illinois
Chicago está localizado em: Estados Unidos
Chicago
Localização de Chicago nos Estados Unidos
Dados gerais
Fundado em1803 (215 anos)
Incorporado em4 de março de 1837 (181 anos)
PrefeitoRahm Emanuel
Localização
41° 54' N 87° 39' O
CondadoCook (99,03%)
DuPage (0,97%)
Estado Illinois
Tipo de localidadeCidade
Fuso horário-6/-5
Características geográficas
Área606,34 km²
- terra589,56 km²
- água16,78 km²
- urbanizada5 498 km²
- metrópole28 163,5 km²
População (2017[1])2 716 450 hab. (4 572,23 hab/km²)
- urbanizada8 711 000
- metrópole9 461 105[2]
Altitude179 m
Códigos
código FIPS17-14000
Sítio webhttp://www.cityofchicago.org
US-IL-Chicago.png
Localização da cidade em Chicagoland, Illinois

Portal Portal Estados Unidos

Chicago é a cidade mais populosa do estado de Illinois, nos Estados Unidos. É a sede do Condado de Cook, o segundo condado mais populoso dos Estados Unidos depois do Condado de Los Angeles, na Califórnia. Possui menos de 1% de seu território no Condado de DuPage. Foi fundada em 1833, perto de um varadouro entre os Grandes Lagos e a bacia do rio Mississipi.[3]

Com cerca de 2,7 milhões de habitantes, segundo o censo de 2010, é a cidade mais populosa da região Centro-Oeste e a terceira mais populosa dos Estados Unidos,[4] depois de Nova York e Los Angeles. É a quinta localidade mais densamente povoada de Illinois. Sua área metropolitana, vulgarmente conhecida por "Grande Chicago", é a 27ª aglomeração urbana mais populosa do mundo,[5] abrigando um número estimado de 9,5 milhões de pessoas espalhadas pelos estados estadunidenses de Illinois, Indiana e Wisconsin.[6]

Hoje, a cidade mantém o seu status como um importante polo para a indústria das telecomunicações, transporte e infra-estrutura, com o Aeroporto Internacional O'Hare, sendo o segundo aeroporto mais movimentado, em termos de movimentos de tráfego, em todo o mundo. Em 2008, a cidade recebeu 45,6 milhões de visitantes nacionais e estrangeiros.[7] Em 2010, a área metropolitana de Chicago tinha o 4º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as áreas metropolitanas do mundo.[8] É um centro de negócios e finanças e é listada como um dos dez melhores do mundo pela Índice de Centros Financeiros Globais. O Grupo de Estudos de Cidades Globais da Universidade de Loughborough avaliou Chicago como uma "cidade global alfa".[9] Em uma pesquisa de 2010 feita pela Foreign Policy e a A.T. Kearney, Chicago foi classificada na sexta posição, logo depois de Paris e Hong Kong.[8] A classificação avalia cinco dimensões: o valor do mercado de capitais, a diversidade do capital humano, os recursos de informação internacionais, os recursos internacionais culturais e a influência política. Chicago foi classificada pela revista Forbes como a quinta cidade mais economicamente poderosa do mundo.[10] Chicago é um reduto do Partido Democrata e foi o lar de muitos políticos influentes, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A notoriedade da cidade expressa na cultura popular é encontrada em romances, peças teatrais, filmes, músicas, vários tipos de revistas (por exemplo, esportes, entretenimento, negócios, comércio e acadêmicas), e nos meios de comunicação. Chicago tem apelidos numerosos, que refletem as impressões e opiniões históricas e contemporâneas sobre Chicago. Os nomes mais conhecidos incluem: "Chi-town", "Windy City" e "Second City". Chicago também tem sido chamada de "a mais americana das grandes cidades."[11][12]

História

Primeiros povos e colonização europeia

Nativos americanos potawatomis habitavam a região, antes da chegada dos primeiros europeus. A presença destes nativos data desde 3000 a.C. Perto do final do século XVII, exploradores passaram pela região, onde nativos potawatomis viviam perto do atual Rio Chicago. O nome dado pelos nativos ao rio era Checagou, sendo que o nome da cidade tem sua origem nesta palavra nativa. Os encontros entre tais nativos e exploradores eram amistosos.[carece de fontes?]

Os primeiros europeus a passarem pela região onde atualmente fica a cidade de Chicago foram os franceses Louis Joillet, um explorador, e Lacques Piquette, um missionário. Ambos estavam a caminho de Quebec, em 1673. Desde então, até 1698, caçadores e missionários usaram frequentemente um porto instalado no Lago Huron. Em 1683, jesuítas franceses fundaram um assentamento na região, o Fort de Chicago. Devido a conflitos entre os nativos Fox e os comerciantes franceses, os nativos bloquearam o acesso do forte ao porto da cidade, em 1698. O forte foi depois abandonado, em 1705. Pouco se sabe sobre a história da região, desde então, e até 1779, quando um comerciante, Jean Baptiste Pointe du Sable, um colono haitiano, fundou o primeiro assentamento permanente, na foz do rio Chicago.[carece de fontes?]

No final do século XVIII, ocorreram conflitos generalizados entre nativos e forças militares americanas no norte dos Estados Unidos. Como parte do acordo de paz que terminou o conflito, a área onde Chicago se localiza atualmente foi cedida pelos nativos ao governo dos Estados Unidos, no Tratado de Greenville.[carece de fontes?]

Século XIX

Chicago em 1838.
Chicago em 1858.
Representação artística do Grande incêndio de Chicago, em 1871.
Cruzamento das ruas State e Madison em 1897.

Em 1803, o governo construiu um posto militar ao sul da foz do Rio Chicago, nomeado Fort Dearborn. Por volta de 1812, um pequeno assentamento agropecuário e comercial desenvolvera-se perto do Forte Dearborn. Mas em 1812, durante a guerra entre os Estados Unidos e o Reino Unido, o governo ordenou que toda a população do forte fosse evacuada. Em 15 de agosto de 1812, um contingente de 150 assentadores e soldados, que rumavam a sul para Fort Wayne, no estado de Indiana, foi atacado por cerca de 500 nativos. Cerca de metade do contingente foi assassinado pelos nativos, sendo o restante capturado. O Fort Dearborn foi somente reconstruído em 1816, por soldados americanos, sendo que de 1812 até então, a região de Chicago ficou mais uma vez inabitada. Neste ano, os sobreviventes do massacre foram liberados pelos nativos, muitos dos quais decidiram voltar para o forte. Outras pessoas também se moveram para o assentamento, tendo uma nova comunidade crescido em torno do Fort Dearborn. Em 12 de agosto de 1833, já com uma população de aproximadamente 200 habitantes[13], o Fort Dearborn foi elevado a posto de vila, sendo o assentamento renomeado de Chicago.

Em 1834, o governo americano forçou os potawatomi, fox e outros nativos que viviam na região a venderem suas terras. Como pagamento, os nativos receberam uma pequena soma em dinheiro. Foram forçados também a moverem-se para reservas nativas, localizadas em Kansas. Um total de 3 mil nativos migraram forçadamente, e a pequena vila de Chicago então cresceu bastante. Apenas três anos após a saída dos nativos, a vila de Chicago tinha já aproximadamente 4 mil habitantes. Em 4 de março de 1837, Chicago foi elevada ao posto de cidade. Por volta de 1848, um canal foi construído, conectando o Lago Michigan com o sistema hidroviário do Rio Mississippi-Missouri, tornando a cidade de Chicago um centro primário nacional de transportes.

Por volta da década de 1850, foram construídas grandes quantidades de ferrovias, conectando a cidade com outras regiões do Estado. A primeira delas foi inaugurada em 1848. Por volta de 1856, a cidade de Chicago já era o centro primário de uma malha de 10 linhas ferroviárias, cuja extensão total era de 4,8 mil quilômetros. A cidade tornou-se o centro ferroviário mais movimentado do mundo, e o mais importante do país. Dezenas de trens partiam e chegavam à estação central de Chicago. Então, Chicago já era a maior cidade do estado de Illinois, com uma população de mais de 100 mil habitantes. Porém, o crescimento acelerado da cidade tinha seu lado negativo. A cidade possuía um péssimo sistema de saneamento básico, com esgoto infiltrando e contaminando o solo da cidade. Logo, Chicago adquiriu a reputação de ser a cidade mais suja dos Estados Unidos. Nisso, a municipalidade da cidade desenvolveu um massivo programa, cujo objetivo era a criação de uma grande e eficiente sistema de esgoto. Canos foram espalhados pela cidade, com a gravidade forçando os dejetos acima dentro dos canos. Em 1855, o terreno da cidade como um todo foi elevada de um a dois metros, para cobrir o recém-criado e definitivo sistema de esgoto da cidade.[carece de fontes?]

Chicago cresceu enormemente durante a Guerra Civil Americana (1861 - 1865). O sistema ferroviário foi modernizado e expandido, bem como depósitos de carga, de modo a acomodar com mais facilidade carga procedente de várias partes do país, e remetidas às frentes de batalha. O comércio de trigo e a indústria da cidade também cresceram bastante, por causa da guerra. Após a guerra, imigrantes europeus instalaram-se em grandes números em Chicago. Apartamentos pequenos, lotados, em bairros pobres, localizados perto de fábricas e comerciais, tornaram-se uma cena comum na cidade. Em 1870, Chicago era o principal fornecedor de cereais, gado e madeira, e possuía uma população de cerca de 300 mil habitantes.[carece de fontes?]

Prédios, casas e até mesmo ruas, em Chicago, eram quase todas construídas de madeira - fa(c)to natural ao maior fornecedor mundial dessa matéria prima. No verão de 1871, uma temporada anormalmente e extremamente seca, com apenas um quarto da precipitação normal, criou o cenário propício para um grande incêndio, que se iniciou na zona sul e rapidamente alastrou a toda a cidade. O Grande incêndio de Chicago, que se iniciou num estábulo, logo se espalhou devido a ventos secos e fortes. O incêndio causou a morte 300 pessoas, além de tornar 90 mil desabrigadas, e de causar mais de 200 milhões de dólares em danos.[carece de fontes?]

A cidade foi porém rapidamente reconstruída.[14] Chicago atraiu muitos arquitetos de renome, que queriam participar ativamente do processo de reconstrução. Um detalhado plano de planejamento urbano foi criado e desenvolvido. A engenharia e a arquitetura da cidade tornaram-se conhecidas mundialmente. Em 1885, o primeiro arranha-céu de metal foi construído no centro de Chicago. Cada vez mais indústrias e firmas instalavam-se na cidade, e mais migrantes de outras partes do país e do mundo iam a Chicago. Por volta de 1890, Chicago já era a segunda maior cidade dos Estados Unidos, superada apenas por Nova Iorque. Mais de um milhão de pessoas então habitavam Chicago e arredores.[carece de fontes?]

Século XX

A Avenida Wabash na década de 1900.

Na Primeira Guerra Mundial, a capacidade industrial de Chicago foi expandida de modo a atender às necessidades de guerra, enquanto milhares de afro-americanos, vindos do sul do país, instalaram-se na cidade para trabalhar nas indústrias, e em busca de uma vida melhor. Porém, os afro-americanos eram segregados do restante da população, sendo que a massiva maioria habitavam um bairro pobre na região sul da cidade. Em 27 de julho de 1919, um jovem afro-americano que estava nadando em uma praia de um bairro afro-americano nadou, por engano, rumo ao sul, desembarcando em outra praia, localizada em um "bairro branco" da cidade. Pessoas brancas lançaram pedras em direção ao garoto, que foi forçado a recuar, e voltar para seu bairro a nado, afogando-se no caminho. Isto gerou um enorme conflito racial que causou a morte de 23 afro-americanos, 15 brancos, além da destruição de aproximadamente mil casas.

A década de 1920 foi um tempo de prosperidade na cidade, bem como nos Estados Unidos em geral. A indústria ainda prosperava, os habitantes da cidade gastavam seu dinheiro sem pensar. Bons tempos criados pela primeira guerra mundial que pareciam que iriam durar para sempre. A década de 1920 também foi marcada por altas taxas de criminalidade, com diversas gangues lutando entre si, pelo controle regional de drogas e álcool (então proibido no país).[15] A Grande Depressão, em 1929, e que durou até 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, foi um duro golpe para a economia da cidade. Indústrias, lojas e firmas iam à falência diariamente. A taxa de desemprego era de 40%. Mesmo assim, uma grande Feira Mundial foi organizada em 1933, no centenário da cidade. Crescimento econômico voltou a ocorrer com a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, a cidade foi palco da primeira fissão nuclear controlada, no que ajudou no desenvolvimento da bomba atômica.[carece de fontes?]

A cidade continuou um período de desenvolvimento moderado, porém, contínuo, desde o final da Segunda Guerra Mundial até os tempos atuais. Com a eleição do prefeito Richard J. Daley, em 1955, que governou a cidade até sua morte, em 1976, Chicago teve quatro grandes vias expressas, e o Aeroporto Internacional O'Hare construídos, além da inauguração da Torre Sears, que seria o arranha-céu mais alto do mundo até 1998, quando foi superada pela Petronas Towers.[carece de fontes?]

Desde a década de 1950, muitos cidadãos de classe média e alta deixaram Chicago, movendo-se em direção aos subúrbios, deixando atrás muitos bairros empobrecidos. Porém, desde o início da década de 1990, a cidade tem recuperado do declínio que afetara muito das cidades centrais dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial. Muitos bairros anteriormente abandonados passaram a mostrar sinais de revitalização, e a diversidade cultural da cidade tem crescido, graças ao aumento das percentagens de grupos étnicos-raciais tais como os asiáticos e os hispânicos na cidade.[carece de fontes?]

Em abril de 1968, uma grande manifestação popular ocorreu na cidade, em prol do assassinato do ativista social Martin Luther King Jr.. Onze pessoas morreram, tendo sido causados danos no valor de dez milhões de dólares. Foram implementadas medidas para melhorar os serviços sociais, como a educação, a saúde e o abrigo aos necessitados, mas subsistem até hoje grandes diferenças sociais e econômicas entre a população branca e afro-americana da cidade. Em 1983, Harold Washington tornou-se o primeiro prefeito afro-americano da cidade, e em 1989, Richard M. Daley, filho de Richard J. Daley, foi eleito prefeito, cargo que exerceu até 2011.[carece de fontes?]

Panorama de Chicago a partir da Willis Tower.
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