Cereal

Cereais são as plantas cultivadas por seus frutos (do tipo cariopse) comestíveis, normalmente chamados grãos e são na maior parte gramíneas, compondo uma família com mais de 6 mil espécies[1].Os cereais são produzidos em todo mundo em maiores quantidades do que qualquer outro tipo de produto e são os que mais fornecem calorias ao ser humano. Em alguns países em desenvolvimento, os cereais constituem praticamente a dieta inteira da população.

cereais!!!
Aveia, cevada, e alguns produtos feitos deles.

Nos países desenvolvidos, o consumo de cereal é mais moderado mas ainda substancial. A palavra cereal tem sua origem na deusa romana do grão, Ceres.O trigo sarraceno, a quinoa e o amaranto são plantas consideradas pseudocereais, plantas de famílias diferentes a dos cereais mas que apresentam valores proporcionalmente próximos de carboidratos, lipídeos, proteínas e fibras em relação aos cereais. Destacam-se pelo alto teor e qualidade da proteína, com ausência de glúten, possuindo ainda algumas vitaminas e minerais em maior quantidade[2].

Domesticação

Com o fim do último período glacial, ocorrido há 10 mil anos, houve o estímulo a uma intensa migração de animais e o surgimento de plantas em regiões antes inóspitas ao desenvolvimento destas, o que acabou por favorecer a migração de populações humanas para outras áreas. Com o advento de novas tecnologias e o início do domínio do fogo a humanidade passa a se fixar, época que ficou conhecida como Revolução Neolítica. A partir de então tem início a domesticação de animais e vegetais pelo homem[3]

Estima-se que os primeiros grãos de cereais tenham sido domesticados cerca de 11 mil anos atrás por comunidades agrícolas antigas na região do Crescente Fértil. Por meio de registros arqueológicos datados de 10000 A.C, sabe-se que pequenas aldeias agrícolas da Palestina recolhiam intensamente cereais selvagens, e que a semeadura desses cereais foi detectada na Síria por volta de 9 000 a.C.. A expansão da cultura de cereais como o trigo acaba por impulsionar também a domesticação e cultivo de outros vegetais, tais como as leguminosas ervilha e lentilha[4].

As primeiras espécies cereais envolvidas no processo de domesticação foram as variedades selvagens de trigo Triticum boeticum e Triticum dicoccoides, de cevada a Hordeum spontaneum e do gênero Aegilops a Aegilops squarrosa [5].

A domesticação de espécies vegetais acaba por tornar essa espécie totalmente dependente do homem, seja para sua disseminação ou desenvolvimento, além de tornar a mesma geneticamente distinta da variedade selvagem da qual se origina[6]:

  • Trigo

A domesticação do trigo ocorreu por meio da seleção artificial daqueles espécimes com sementes mais resistentes e mais aderidas, facilitando o transporte do campo para o local de debulha, o que não era possível na variedade selvagem, onde as sementes se desprendiam facilmente[5].

  • Milho

Um exemplo que evidencia essa maior dependência do vegetal está na domesticação do milho. Quando o comparamos ao teosinto, seu espécime ancestral, vemos que seus grãos são aderidos ao sabugo e envoltos por palha [6]. Além disso, todas as sementes germinam ao mesmo tempo, impedindo que qualquer uma das mudas possa se desenvolver, a não ser que antes do plantio os grãos sejam separados da espiga pelo homem[7].

Acredita-se que o milho tenha sido domesticado inicialmente no México, a partir da gramínea teosinto, na região do rio Balsas. Estudos no local confirmam que esta ocorreu no início do Holoceno. Com o desenvolvimento de seu plantio, este se estendeu para o Panamá há 7,6 mil anos, chegando na América do Sul há 6 mil anos[8]. Quando da chegada de Cristóvão Colombo a América, o milho era cultivado desde a Argentina até o Canadá sendo, dentre os vegetais, a base alimentícia dos indígenas que aqui viviam[9].

  • Arroz

A origem do arroz é incerta, e o mesmo pode ser dito de sua domesticação, que se acredita possa ter ocorrido na região de Korat, ou em algum vale ao norte da Tailândia ou no Planalto de Shan em Myanmar, ou ainda em Assam na Índia. Sua dispersão pelo mundo só veio a ocorrer na Era das Grandes Navegações pelos europeus que já conheciam a cultura devido às incursões de Alexandre Magno a Índia. O primeiro registro na América do Norte é datado de 1685, na Carolina do Sul; no Brasil, seu cultivo foi introduzido pelos portugueses, sendo o primeiro registro na capitania de São Vicente, já as primeiras lavouras ocorreram em 1587 na Bahia[10]. O fato de diversas variedades de arroz, inclusive as consideradas envolvidas na domesticação do mesmo, serem encontradas entre essa regiões corrobora a ideia de que o sudeste asiático possa ser o berço do cultivo de arroz. Evidências arqueológicas confirmam o uso deste cereal em 4000 a.C na região de Korat, Tailândia, que juntamente com evidências do uso de plantas a 10000 a.C. encontradas na Caverna dos Espíritos, na fronteira entre o Myanmar e a Tailândia, faz supor que a agricultura possa ter se iniciado há mais tempo do que se pensa[10].

Assim como outros cereais, o arroz sofreu alterações durante seu processo de domesticação, dentre as quais tem-se o exemplo de uma variação genética entre espécies selvagens e variedades domesticadas que tornou o talo desta última mais robusto, além de ter aumentado a sua produção. Ao se compararem as variedades percebe-se também que as espécies selvagens têm mais diversidade genética do que as domésticas[11].

En otros idiomas
Afrikaans: Graan
Alemannisch: Getreide
አማርኛ: እህል
aragonés: Cerial
Ænglisc: Corn
العربية: حب (محصول)
مصرى: حبوب
asturianu: Cereal
azərbaycanca: Dənli bitkilər
Boarisch: Droad
žemaitėška: Javā
беларуская (тарашкевіца)‎: Збожжа
བོད་ཡིག: འབྲུ་རིགས།
brezhoneg: Ed
bosanski: Žitarice
буряад: Таряан
català: Cereal
нохчийн: Буьртиг-ялта
کوردی: دەخڵ
čeština: Obilniny
kaszëbsczi: Zbòzé
Чӑвашла: Кĕрпе
Cymraeg: Grawn
dansk: Korn
Deutsch: Getreide
Ελληνικά: Δημητριακά
English: Cereal
Esperanto: Cerealo
español: Cereal
eesti: Teravili
euskara: Zereal
فارسی: غلات
suomi: Vilja
føroyskt: Korn
français: Céréale
Nordfriisk: Kurn
Frysk: Nôt
Gaeilge: Arbhar
贛語:
galego: Cereal
Avañe'ẽ: Hu'itĩrã
עברית: דגנים
हिन्दी: खाद्यान्न
hrvatski: Žitarice
magyar: Gabona
Bahasa Indonesia: Serealia
Ilokano: Sereal
Ido: Cerealo
íslenska: Korn
italiano: Cereali
日本語: 穀物
la .lojban.: gurni
Basa Jawa: Séréalia
ಕನ್ನಡ: ಧಾನ್ಯ
kurdî: Dan
Кыргызча: Дан эгиндери
Latina: Frumentum
лакку: Къама
Limburgs: Kaore
lumbaart: Cereài
lingála: Losángó
lietuvių: Javai
latviešu: Labība
македонски: Жито
മലയാളം: സിറിയൽ
монгол: Амуу
मराठी: धान्य
Bahasa Melayu: Bijirin
Nedersaksies: Graon
नेपाल भाषा: बुलि
Nederlands: Graan
norsk nynorsk: Korn
norsk: Korn
occitan: Cereala
ਪੰਜਾਬੀ: ਅਨਾਜ
polski: Zboża
Runa Simi: Riwi
română: Cereale
armãneashti: Yiptu
sicilianu: Ciriali
Scots: Cereal
srpskohrvatski / српскохрватски: Žitarice
Simple English: Cereal
slovenčina: Obilniny
slovenščina: Žito
shqip: Drithi
српски / srpski: Житарице
svenska: Sädesslag
Kiswahili: Nafaka
தமிழ்: தானியம்
Tagalog: Angkak
Türkçe: Tahıl
українська: Зернові культури
اردو: غلہ
oʻzbekcha/ўзбекча: Don ekinlari
vèneto: Çereałi
vepsän kel’: Villänkul'turad
Tiếng Việt: Cây lương thực
Winaray: Lugas
吴语: 谷物
ייִדיש: תבואה
中文: 谷物
粵語: 穀物