Cannibal Holocaust

Cannibal Holocaust
Holocausto Canibal (PT/BR)
 Itália
1980 •  Cor •  96 min 
DireçãoRuggero Deodato
ProduçãoFranco Palaggi
RoteiroGianfranco Clerici
ElencoRobert Kerman
Carl Gabriel Yorke
Francesca Ciardi
Perry Pirkanen
Luca Barbareschi
GéneroTerror
Gore
MúsicaRiz Ortolani
Direção de fotografiaSergio D'Offizi
EdiçãoVincenzo Tomassi
DistribuiçãoUnited Artists
Lançamento7 de fevereiro de 1980
IdiomaInglês
Espanhol
OrçamentoUS$100,000 (US$ 329,986 ajustado pela inflação)[1]
ReceitaUS$ 200 milhões[1]
Página no IMDb (em inglês)

Cannibal Holocaust (Holocausto Canibal, no Brasil[2] e em Portugal[3]) é um filme italiano de 1980 dirigido por Ruggero Deodato e escrito por Gianfranco Clerici. É estrelado por Robert Kerman, Carl Gabriel Yorke, Francesca Ciardi, Perry Pirkanen e Luca Barbareschi. Influenciado pelas obras Mondo do diretor Gualtiero Jacopetti,[1][4] o filme foi inspirado pela cobertura da mídia italiana em relação aos atos terroristas das Brigadas Vermelhas, cujas reportagens incluíam notícias que Deodato acreditava serem encenadas, uma ideia que se tornou um aspecto central na história do filme.[5] Cannibal Holocaust foi filmado principalmente no território colombiano da floresta amazônica, com tribos indígenas interagindo com atores americanos e italianos.[6]

O enredo gira em torno de uma equipe de quatro documentaristas desaparecidos que haviam ido à Amazônia para filmar tribos canibais. Uma missão de resgate, liderada pelo antropólogo da Universidade de Nova Iorque Harold Monroe recupera as fitas de gravações perdidas feitas pelos documentaristas, que uma emissora de televisão americana deseja transmitir. Ao assistir às filmagens, Monroe fica desgostoso com as ações da equipe, e depois de descobrir seus destinos, ele opõe-se à intenção da emissora de transmiti-la. A forma como foram apresentadas as filmagens perdidas da equipe, funcionando de forma semelhante a um flashback, revolucionou o estilo de filmagem found footage, mais tarde popularizado por filmes como The Blair Witch Project (1999).

Cannibal Holocaust é conhecido pela controvérsia e polêmica que causou logo após sua estreia. Depois de ser exibido na Itália, o filme foi apreendido por um magistrado local, e Deodato foi preso por acusações de obscenidade. Posteriormente, ele foi acusado de ter feito um filme snuff, devido aos rumores que afirmavam que certos atores foram realmente mortos. Apesar de o diretor ter sido mais tarde inocentado dessas acusações, o filme foi proibido na Itália, Reino Unido, Austrália e em vários outros países devido à sua representação gráfica de gore, violência sexual e a inclusão de seis mortes e violência real contra animais. Muitos países já revogaram a proibição, mas ele ainda é barrado em vários outros. Essa notoriedade, não obstante, fez com que alguns críticos vissem-no como um comentário social sobre a sociedade civilizada.[7][8][9] No Brasil, o filme foi classificado para maiores de 18 anos.

Sinopse

Em 1979, uma equipe de documentaristas americanos desaparece na floresta Amazônica enquanto filmava um documentário intitulado "The Green Hell", sobre tribos indígenas canibais, sendo a equipe composta por Alan Yates, o diretor; Faye Daniels, sua namorada e roteirista; Felipe, o guia; e dois cinegrafistas, Jack Anders e Mark Tomaso. Harold Monroe, um antropólogo da Universidade de Nova Iorque, concordou em liderar uma equipe de resgate na esperança de encontrar os cineastas desaparecidos. Antes da sua chegada na tribo, a equipe de resgate sequestra um jovem da tribo local dos Yacumo para ele ajudar sua entrada. Monroe então é apresentado ao guia Chaco e seu assistente, Miguel.[10]

Depois de vários dias de caminhada pela selva, o grupo encontra a tribo Yacumo, e então organiza a libertação de seus reféns em troca de serem levados para a aldeia de Yacumo. Ao chegar lá, a equipe é inicialmente recebida com hostilidade e descobre que os documentaristas causaram grandes confusões entre os indígenas. Monroe e seus guias se aproximam da floresta e encontram duas tribos canibais em conflito — Yanomami e Shamatari. A equipe vê um grupo de guerreiros Shamatari e segue-os até a margem do rio, onde salvam um pequeno grupo de Yanomamis da morte, fazendo com que chefe da tribo os convide de volta à sua aldeia como forma de gratidão, mas a tribo ainda está desconfiada. Para ganhar sua confiança, Monroe banha-se nu num rio ao lado de algumas índias, que o levam a um santuário, no qual ele encontra os restos dos cineastas em decomposição. Irritado, ele confronta a aldeia, e logo após toca um gravador, intrigando os nativos que concordam em trocá-lo pelas latas de filme dos documentaristas durante uma cerimônia canibal, na qual Monroe deve participar.[10]

Uma controversa cena do filme.

De volta a Nova Iorque, os executivos da Companhia Pan-americana de Radiodifusão convidam Monroe a apresentar uma radiodifusão de um documentário a ser feito a partir das filmagens recuperadas, mas ele insiste em assistir as gravações em formato cru antes de tomar uma decisão. Um dos executivos lhe conta que Alan encenou muitas das cenas dramáticas para obter um conteúdo mais emocionante. Monroe então começa a assistir as filmagens, que primeiro mostra a caminhada dos documentaristas pela selva. Depois de dias de caminhada, o guia, Felipe, é mordido por uma cobra venenosa, fazendo com que os documentaristas amputem sua perna com uma machete para salvar sua vida, mas ele não resiste e morre, sendo deixado para trás, sobrando apenas quatro membros da equipe. Os quatro encontram uns Yacumo fora da adeia e Jack dispara na perna de um deles para que a equipe pudesse segui-los facilmente até a aldeia. Ao chegarem, a equipe força a tribo a entrar em uma cabana e queimam-na para que o documentário tivesse pelo menos um massacre. Monroe critica as cenas encenadas e o mau tratamento para com os nativos, mas suas preocupações são ignoradas.[10]

Monroe acaba de assistir esta primeira parte das filmagens e expressa seu desgosto sobre a emissora querer transmitir o documentário. Para convencê-los de outra forma, mostra os restantes das gravações não editadas, que apenas ele assistiu. Os dois carretéis finais começam com a equipe perseguindo uma garota Yanomami, a quem os homens estupram e filmam. Faye tenta intervir apenas quando Alan participa. Depois, eles encontram a mesma garota empalada em um poste de madeira numa margem do rio, onde, em fingimento como se não soubessem do ocorrido, afirmam que os nativos a mataram por perder a virgindade. Pouco depois, são atacados pelo Yanomamis para vingarem a violação e morte da menina. Jack é atingido por uma lança, e Alan convence a equipe a filmar como os nativos mutilam um cadáver. À medida que os três membros da equipe sobrevivente tentam escapar, Faye é capturada e Alan insiste em resgatá-la. Mark continua a filmar enquanto ela é estuprada, espancada até a morte e decapitada. Os Yanomamis perseguem os dois últimos membros da equipe, então a filmagem termina com o rosto de Alan sangrando. Perturbados pelo que viram, os executivos ordenam que as gravações sejam destruídas.[10]

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