Big Machine Records

Big Machine Records
Fundação1 de setembro de 2005 (14 anos)
Fundador(es)Scott Borchetta
Distribuidor(es)Universal Music Group[nota 1]
Gênero(s)Country, pop
País de origem Estados Unidos
LocalizaçãoNashville, TN
Página oficialbigmachinerecords.com

A Big Machine Records é uma gravadora independente dos Estados Unidos. Ela foi fundada em 2005 pelo criador da DreamWorks Records, Scott Borchetta, em uma parceria entre ele e Toby Keith.[2] De início, era uma empresa especializada em música country; no entanto, com o lançamento do quinto álbum de Taylor Swift, 1989, e o contrato firmado com outros artistas de música pop transformaram-na em uma editora sem um gênero exclusivo.[3][4]

Controvérsias

Catálogo do Spotify

Após Taylor Swift e Big Machine retirarem o catálogo do Spotify, em novembro de 2014, o serviço de streaming lançou uma campanha nas mídias sociais a fim de persuadir taylor a retornar e, por intermédio de um comunicado no site oficial da empresa, foi informado que mais de 16 milhões de usuários haviam reproduzido suas canções num período de 30 dias.[5]

Em meados de novembro, Borchetta contestou os dados divulgados pelo Spotify, que afirmavam que Swift receberia US$ 6 milhões anualmente da plataforma. Segundo o empresário, numa entrevista à revista Time, Swift havia recebido um total de US$ 500.000 nos 12 meses anteriores. O Spotify respondeu a Borchetta, esclarecendo que Swift havia recebido US$ 2 milhões por streamings globais durante o período de um ano. A empresa explicou, ainda: "Nós pagamos à gravadora e à editora de Taylor Swift cerca de meio milhão de dólares no mês anterior." De acordo com Borchetta, a quantia que Swift ganhou por transmitir seus videoclipes na Vevo foi maior do que o pagamento recebido pelo Spotify.[5][6]

Posteriormente, Borchetta esclareceu, numa entrevista de 2015, que o catálogo de Swift seria liberado numa plataforma que "entendesse as diferentes necessidades que Swift e a Big Machine têm", sendo "possível escolher materiais livres ou patrocinados". Borchetta argumentou, à época, que a obra musical de Swift era "indiscutivelmente o catálogo atual mais importante" e afirmou que a questão de "liberação individualmente compete a cada artista."[7] Em junho de 2017, o catálogo de Taylor Swift retornou ao Spotify.[8]

Aquisição da empresa por Scooter Braun

Em 30 de junho de 2019, a publicação norte-americana Billboard divulgou a compra da Big Machine Records pelo empresário Scooter Braun, membro da Ithaca Holdings. Segundo a revista, houve um acordo de US$ 300 milhões, incluindo as operações de publicação musical, que dará início a uma outra gravadora musical independente. Brochetta, proprietário da gravadora, adentrará a Itchada Holdings como acionista minoritário.[9][10]

Taylor Swift, responsável pelo catálogo principal da empresa, demonstrou-se consternada com a decisão. Numa publicação no Tumblr, a cantora escreveu: "Este é o meu pior cenário. Quando deixei os meus direitos musicais para trás, nas mãos de Brochetta, estava ciente de que, eventualmente, ele poderia vendê-los. No entanto, nem mesmo nos meus piores pesadelos imaginei que o comprador seria Scooter Braun. Meu legado musical está prestes a ir para as mãos de alguém que tentou desmantelá-lo."[11][12]