Batalha de Isso

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Batalha de Isso
Guerras de Alexandre o Grande
Alexander (Battle of Issus) Mosaic.jpg
Batalha de Isso, mosaico no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles
Dataprimavera de 333 a.C.
LocalIsso (atual Dörtyol), Ásia Menor
DesfechoVitória decisiva da Macedônia
Beligerantes
MacedôniaImpério Persa
Comandantes
Alexandre o GrandeDario III
Forças
40 850:
13 000 peltastas,[1]
22 000 infantaria pesada,[2]
5 850 cavalaria[2]
25 000 de acordo com Delbrück[3]

108 000 de acordo com Warry[3]
Baixas
7 000[4]~20 000

A Batalha de Isso foi uma batalha ocorrida em 333 a.C., próximo à cidade de Isso, na Ásia Menor, na qual o rei macedônio Alexandre, o Grande venceu Dario III, rei dos persas.

A Batalha de Isso por Jan Brueghel, o Velho, do Museu do Louvre

A preparação para a batalha

Na primavera de 333 a.C., Alexandre consultou seus companheiros mais próximos. Eles o estimularam a guiá-los em ação sem demora. Ele agradeceu-lhes, encontrou Parmênio no caminho, instalou seu trem de bagagem e seus doentes em Isso ( atual Dörtyol), atravessou o Pilar de Jonas e acampou ao lado de Miriandro, na costa (próximo à atual İskenderun).

Uma noite de tempestade e chuva fez com que ele permanecesse no acampamento e descansasse o exército o dia todo. Na manhã do dia seguinte, chegou a notícia de que Dario III estava atrás dele, do outro lado do Pilar de Jonas[necessário esclarecer]. Incrédulo, Alexandre embarcou alguns companheiros em um triakontoros. Eles navegaram de volta, entraram na baía pela embocadura do rio Pínaro (atual Payas) e voltaram com algumas informações sobre a posição de Dario. Era verdade. Dario cortara a linha de suprimentos de Alexandre; e se pudesse permanecer ali, o exército de Alexandre seria obrigado a se render por causa da fome. Como aquilo acontecera? Dario esperara muitos dias em Sóchi, onde uma planície ampla se adequava a seus números superiores e a sua fina cavalaria. Ele sabia que o exército de Alexandre estava dividido e supôs, pela demora de Alexandre, que este ficaria em Tarso. Portanto, marchou com seu exército para norte, cruzou a Serra de Amano na passagem de Bahce e atingiu a costa em Isso. Se essa suposição estivesse correta, ele teria acampado entre as duas forças inimigas, tratado de cada uma delas separadamente e há indícios de que teria a ajuda de sua frota. Por puro acaso, Alexandre havia marchado de Tarso a Miriandro durante exatamente os mesmos dias em que Dario seguia seu caminho pela passagem de Bahce. Ao chegar a Isso, Dario mutilou e depois matou os enfermos macedônicos. Movimentou seu enorme exército — muitas vezes mais numeroso que o de Alexandre — para uma posição de defesa na margem direita do rio Payas.

Quando o triakontoros voltou, Alexandre reuniu seus comandantes, exortou-os e recebeu seu entusiástico apoio. Enviou alguns cavaleiros e arqueiros para certificar se a passagem do Pilar de Jonas, a seis quilômetros, estava ocupada pelo inimigo. Para alívio de Alexandre, ela não estava, pois a rota passava por uma praia estreita que ficava inundada quando os ventos eram adversos e que era ladeada por despenhadeiros do lado da terra. Ordenou que o exército tomasse sua refeição noturna.

Marchou então em direção à passagem, onde chegou por volta da meia-noite. Sentinelas foram postadas no alto dos despenhadeiros e os homens tiveram algumas horas de sono. Alexandre fez um sacrifício em agradecimento às divindades do mar (Poseidon,Tétis, Nereu e as Nereidas), porque a praia não estava inundada. Ao romper do dia, começou a marcha em direção ao rio Payas, a seis quilômetros; e enquanto o exército, organizando-se em linha de combate, começou a descer vagarosamente em direção ao terreno baixo, Alexandre dava ordens a seus comandantes.

Movimentos de tropas para chegar ao local de batalha.

O exército contava com5 300 cavaleiros e 26 mil soldados de infantaria. Parmênio comandaria o lado direito da linha, que consistia, da esquerda para direita, em esquadrões da cavalaria grega, mas não os tessalianos, em seguida os arqueiros cretenses e os lançadores de dardos trácios, e depois três brigadas de falangistas, estando a última sob o comando de Crátero. Parmênio devia ficar próximo à costa para não ser flanqueado. Alexandre comandava o lado direito, cujas unidades, da direita para a esquerda, eram lanceiros e a cavalaria peônia, em seguida arqueiros macedónicos e agriães, depois a cavalaria tessaliana, a cavalaria acompanhante, a guarda real de infantaria, hipaspistas e três brigadas da falange, que tinha oito homens de profundidade. Havia uma segunda linha atrás, mais curta que a falange; consistia na infantaria balcânica, grega e de mercenários gregos.

Ele mudou algumas dessas disposições durante a lenta descida. A cavalaria tessaliana foi transferida para a ala esquerda. Como sua direita foi flanqueada por uma força persa em um contraforte da montanha, ele destacou 300 cavaleiros para mantê-la entretida e estendeu sua própria linha para a direita com os mercenários gregos da segunda linha. Quando essas disposições se completaram, mandou parar a linha de quatro quilômetros. Cavalgou ao longo dela, exortando seus homens, voltou à sua posição à frente da guarda real de infantaria e ordenou o avanço final em linha perfeita "passo a passo".

Embora o exército de Dario III fosse muito maior, não havia mais homens em sua linha de frente do que na linha de frente de Alexandre de forma que sua superioridade numérica era de pouco valor. A posição que ele escolhera era excepcionalmente forte. Ao surgir da escarpada montanha, o Payas, atualmente, tem um leito seixoso com cerca de 35 metros de largura e margens mutáveis, algumas vezes engolidas pela água. Um pouco abaixo da primeira ponte, o rio entrava em um canal, aberto há muito tempo, através das rochas amontoadas, com uma margem direita escarpada com três a sete metros de altura, mas com falhas ocasionais. Abaixo da segunda, ponte o rio fluía através de cascalho e areia e tem margens baixas. O curso dele nesse trecho era diferente na Antiguidade mas o terreno era o mesmo. Dario colocou seus melhores soldados de infantaria no alto da margem, entre as posições das duas pontes modernas, e reforçou todas as brechas com paliçadas. A infantaria era composta por mercenários gregos, flanqueados de ambos os lados por "Cardaces" persas equipados como os mercenários, mas tendo também arco e flechas Era uma falange comumente funda. Atrás deles, estava Dario e sua guarda real de cavalaria com três mil homens. Esse trecho da linha era designado apenas para defesa. Entre a segunda ponte e a costa, Dario colocou, depois dos Cardaces uma grande massa de cavaleiros que, esperava, abririam caminho pelas fileiras do inimigo e atacariam os flancos e a retaguarda acima da primeira ponte, havia Cardaces e uma força relativamente pequena de cavalaria e, diante deles, em um contraforte da montanha, uma força mista que Alexandre conseguiu isolar durante seu avanço, como já mencionamos. O plano era sensato, se a posição defensiva perto da segunda ponte pudesse se manter firme e a cavalaria pudesse abrir caminho.

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