Associazione Sportiva Roma

Roma
AS Roma logo.png
NomeAssociazione Sportiva Roma
AlcunhasGiallorossi, Lupa, Magica
Torcedor/AdeptoRomanista
Giallorosso
MascoteLoba Capitolina
Fundação7 de junho de 1927 (91 anos)
EstádioOlímpico de Roma
Capacidade73.261 lugares[1]
LocalizaçãoRoma, Itália
ProprietárioEstados Unidos Neep Roma Holding SpA (79,04%)
PresidenteEstados Unidos James Pallotta
TreinadorItália Eusebio Di Francesco
PatrocinadorCatar Qatar Airways
Material (d)esportivoEstados Unidos Nike
CompetiçãoItália Serie A
Itália Copa da Itália
União Europeia Liga dos Campeões
Website[1]
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Uniforme
titular
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A Associazione Sportiva Roma S.p.A, abreviada como A.S. Roma ou simplesmente Roma, é um clube esportivo italiano da cidade de Roma.

Fundada em 7 de junho de 1927 e atualmente militante na primeira divisão do Campeonato Italiano. Em 89 anos de história, participou praticamente de todos os campeonatos da elite italiana (à exceção de 1951-52), vencendo 3 edições do Campeonato Italiano, 9 da Copa da Italia e 2 da Supercopa Italiana.

Na Europa, os melhores resultados obtidos foram as vitórias na Fairs Cup na temporada 1960-61 e do Torneio Anglo-Italiano de 1972, além de uma final de UEFA Champions League perdida contra o Liverpool em 1984 e outro revés em uma final de Copa UEFA em 1991 ante a Internazionale. A Roma já esteve na primeira posição do ranking mundial de clubes da IFFHS em 1991, e atualmente ocupa a 38ª posição.[2]

A Roma é um dos membros da Associação dos Clubes Europeus - ECA, que substituiu o G-14, e é composta pelos principais clubes de futebol reunidos em consórcio a fim de obter uma tutela comum dos direitos esportivos, legais e televisivos, frente à FIFA, sendo uma das três equipes italianas (junto com seu rival Lazio e Juventus) a ser cotada na bolsa de valores.

Faz com a Lazio o Derby della Capitale, sendo considerada como a maior rivalidade do futebol italiano e uma das maiores rivalidades do futebol mundial.[3][4]

História

As origens

Roma, cidade que inspirou o nome do clube na sua fundação em 1927.

No início do século XX, quando o futebol estava conquistando adeptos em toda a península italiana, e em Roma a situação era parecida com a que se vivia em Londres.

Como na capital britânica, a prática do esporte era comum em um grande número de pequenos clubes, cada um com suas particularidades; geralmente eram equipes de quarteirões, distritos ou ainda representados por classes sociais bem definidas.

Nos anos vinte, na primeira divisão regional da cidade de Roma jogavam oito sociedades: U.S. Romana, Fortitudo, Alba, Juventus, Roman, Audace, Pro Roma e a Lazio.

O nascimento da Roma

A equipe capitolina se constituiu graças à fusão de três das equipes de futebol da cidade: a Alba Audace, o Roman e a Fortitudo Pro Roma.

Tal decisão foi tomada tendo em vista o desejo de Italo Foschi,[5] na época secretário da Federação Romana no Partido Nacional Fascista, membro do CONI e presidente da Fortitudo Pro Roma.

A lupa capitolina, símbolo da cidade e da equipe.

A data de fundação da A.S. Roma é foco de uma grande discussão: muitas fontes vêm, de fato, indicando que esta seria 22 de julho de 1927, mas na realidade a fusão já havia sido formalizada em 7 de junho do mesmo ano, como anunciaram no dia seguinte os principais jornais de Roma, Il Tevere, La Tribuna e Il Messaggero.

Foschi deu corpo à ideia de haver uma equipe esportiva que portasse o nome da cidade de Roma e que pudesse ambicionar maiores resultados.

O mesmo aconteceu em Florença, Nápoles e Bari, outras cidades do centro-sul que deram vida, através de suas fusões, a sociedades de grandes dimensões para sustentar o futebol profissional nestas regiões, que já era praticado no norte italiano, o que lhes garantia a dominação do futebol.

Da fusão também faria parte a Società Sportiva Lazio, mas esta ficou fora do acordo de fusão após a intervenção do general fascista Giorgio Vaccaro, presidente do clube alviceleste, que se opôs à vontade do secretário romano do PNF.

Italo Foschi (1884-1949), o fundador do clube.

O primeiro presidente da nova sociedade foi o mesmo Foschi, cargo que abandonou após somente um ano, após ser nomeado membro do diretório federal de La Spezia, dando a ocupação para Renato Sacerdoti, industrial do setor alimentício.

A sede da A.S. Roma foi fixada no rione de Campo de Marte, nos velhos escritórios do Roman. Nos primeiros dois anos de existência, a Roma jogava provisoriamente em Motovelodromo Appio, enquanto aguardava o término da construção do novo estádio para onde se transferiu e jogou até os fins da década de trinta: o Campo Testácio.

A Roma conquistou seu primeiro troféu já na temporada 1927-28, aquela de sua fundação, vencendo sobre o Modena a Copa CONI, atualmente denominada Copa Itália.

Os anos trinta

A Roma testaccina

A partir de 1930, a Roma pode finalmente transferir-se para seu novo estádio, o Campo Testácio. A este período está ligada uma das mais belas páginas da história romanista: o campo cheio e o público caloroso nas tribunas de madeira pintadas de vermelho e amarelo constituíram um elemento fundamental para motivar os jogadores a sempre darem o melhor de si em todas as partidas.

Graças a isso, a equipe daqueles anos mostrava um jogo forte e destemido em frente a qualquer adversário. Alguns dos protagonistas de tal período foram, além o capitão Attilio Ferraris, o goleiro Guido Masetti, o médio Fulvio Bernadini e o centroavante fiumano Rodolfo Volk, que marcou 103 gols com a camisa rubro-amarela.

AS Roma 1930-31

No verão de 1933, após a Roma ter vendido, com a oposição dos torcedores, o artilheiro Rodolfo Volk, dá três golpes de mercado ao adquirir os denominados três mosqueteiros argentinos: o pirata negro Enrique Lucas Gonzales Guaita, o médio-ala Alessandro Scopelli e o centro-médio Andrea Stagnaro. Os três campeões permaneceram na Roma somente por duas temporadas, levando a equipe a um quinto e a um quarto lugar.

Depois de se naturalizarem italianos para desfrutar de algumas vantagens, entre as quais poderem ser convocados para a Seleção Italiana, fugiram da concentração em uma noite de 1935, para evitarem uma convocação do exército. A Itália naquele período estava próxima de entrar em guerra contra a Etiópia.

Durante a temporada 1934-35, em vista de uma operação para a renovação da equipe, o presidente Renato Sacerdoti decide-se pela venda do capitão Ferraris que, pouco propenso a distanciar-se de Roma, negociou clamorosamente com a Lazio, de onde logo se torna capitão. A notícia revoltou os torcedores, que o tacharam de traidor.

Os anos quarenta

O primeiro scudetto

Após uma década de boas campanhas, na temporada 1941-42 a equipe alcança o seu primeiro triunfo importante, mas inesperado: o scudetto, conquistado em 14 de junho de 1942 após a vitória sobre o Modena por 2 a 0 no Stadio Nazionale, atual Estádio Flamínio.

Os anos trinta encerraram-se com a hegemonia do Bologna e da Inter Ambrosiana, que tinham dividido os dois últimos títulos, sendo assim os dois grandes favoritos.

O presidente Edgardo Bazzini não acreditava que a Roma poderia ser campeã italiana, já que a equipe rubro-amarela havia terminado na décima primeira colocação na temporada anterior.

O personagem da conquista, com dezoito gols marcados, era um jovem atacante: Amedeo Amadei, carinhosamente apelidado pelos torcedores romanistas de fornaretto.

Pela primeira vez na história, o título italiano havia sido vencido por uma equipe do centro da Itália, ao sul da Pianura Padana.

O declínio pós-scudetto

No ano seguinte à conquista do scudetto o presidente Edgardo Bazzini não sentiu-se seguro para fazer grandes alterações no elenco campeão, cometendo assim um grave erro que lentamente levou os mecanismos da equipe a uma súbita queda. A sua principal falha foi não considerar a alta média de idade do elenco romanista, sobretudo para os parâmetros da época, nos quais a carreira de um atleta terminava muito antes que nos tempos atuais.

Se de um lado era esta a causa principal do declínio imediato da vitoriosa equipe, é necessário considerar que, por outro lado, começava a afirmar-se no cenário italiano a equipe que dominaria o campeonato nos anos quarenta: o Torino.

A Segunda Guerra Mundial pôs fim ao campeonato nacional, que permaneceu suspenso por três anos, nos quais foi apenas jogado de maneira amadora em campeonatos regionais e locais. O torneio nacional ressurgiu somente em 1945, novamente dividido em dois grupo: um para o norte e outro para o centro-sul.

A equipe da capital, porém, não teve sucesso quando competiu com as outras equipes do norte da Itália, mas sobretudo era impossível para uma equipe sem dinheiro e moral como a Roma daqueles anos confrontar-se com o Torino, que se mostrava imbatível.

Os anos cinquenta

O rebaixamento e o retorno imediato

Na temporada 1950-51, o banco rubro-amarelo sofreu diversas trocas de técnico. A equipe perdeu onze partidas por 1-0, e sempre que sofria um gol demonstrava sua impotência fronte ao adversário, e sempre sucumbia. O rebaixamento foi inevitável, e naquele ano se deu a primeira e única queda de divisão para a Serie B da história romanista.

Em 1952, a Roma foi protagonista na disputa pelo título da Serie B ao lado do Brescia. Mesmo a boa campanha dos rivais da Lombardia não impediu a promoção da Roma, que manteve-se na liderança durante toda a temporada e encerrou o torneio com um ponto de vantagem sobre os rondinelli. Em 22 de junho de 1952, após dez anos exatos da conquista do scudetto, os romanistas festejaram o retorno para a Serie A.

Nos anos seguintes à promoção chegaram em Roma grandes novidades, e a equipe foi se fortalecendo com algumas novas aquisições. O cargo de técnico foi confiado ao inglês Mario Varglien, que teve sucesso nas primeiras rodadas ao criar um esquema de jogo que garantiu à equipe uma ótima estréia, porém frustrada no decorrer do campeonato por uma série de derrotas que conduziram a Roma ao sexto lugar na classificação.

Em 17 de maio de 1953, a Roma transferiu-se do Stadio Nazionale para o novo Estádio Olímpico. E no verão do mesmo ano concluiu, de forma inesperada, um grande golpe de mercado, contratando do Peñarol o uruguaio Alcides Ghiggia, ala de grande classe e autor do gol da vitória de sua seleção contra o Brasil na final da Copa do Mundo de 1950.

Nas temporadas seguintes a Roma alterou boas temporadas, como o terceiro lugar em 1955, com temporadas desastrosas, como em 1957, quando mais uma vez chegou perto do rebaixamento.

Os principais jogadores da segunda metade dos anos 1950 foram o uruguaio Ghiggia e o brasileiro Dino da Costa, atacante que foi artilheiro da temporada 1956-57, com 22 gols. Da Costa tornou-se ídolo da torcida romanista graças às suas ótimas atuações nos derbys, onde marcava freqüentemente.

Outro pilar da equipe e da história rubro-amarela foi Giacomo Losi, capitão e defensor do time. Losi é, ainda, o jogador com mais partidas com a camisa da Roma. Sua afeição ao time e seu caráter extraordinário lhe valeram o apelido de Coração de Roma.

Os anos sessenta

A Copa das Feiras

Na temporada 1960-61, o sucesso da Roma atingiu dimensão continental, graças à conquista da Copa das Feiras, torneio não oficial do qual participavam as equipes sediadas em grandes cidades que organizavam feiras internacionais de comércio. Em 1971-72, esta competição foi transformada para a atual Copa da UEFA, da qual se participa pela classificação nos campeonatos e copas locais, entretanto a UEFA não reconhece os troféus da Copa das Feiras como títulos oficiais, portanto a Roma segue sem possuir conquistas internacionais oficiais.

Duranto os anos sessenta, a Roma dispunha de uma formação com um grande número de campeões. Entre eles estavam Pedro Manfredini, atacante argentino, um falcão da grande área e um dos artilheiros mais prolíficos da história romanista. Foi artilheiro da Serie A em 1963, ao lado de Harald Nielsen, do Bologna.

Um outro jogador, compatriota do forte centroavante, foi o médio-ala Francisco Lojacono, jogador ambidestro dotado de um bom remate de fora da área e cobrador infalível de pênaltis. E, finalmente, o afiado artilheiro Antonio Valentin Angelillo. Outros protagonistas da época foram o sueco Arne Selmosson e o uruguaio Juan Alberto Schiaffino.

A Roma, nos anos 60, nunca superou o 5º lugar no campeonato, e uma das causas seria o estilo de vida lascivo de seus jogadores.

Apesar da temporada decepcionante, encerrada com um décimo segundo lugar na classificação, a equipe rubro-amarela conquistou sua primeira Coppa Italia em 1963-64, após bater o Torino na final.

As crises financeiras

Em 1964, a Roma encontrava-se à beira da falência. O déficit não permitia à sociedade o pagamento dos salários, o que gerou uma instabilidade entre os jogadores. No dia do Ano-Novo de 1965, no Teatro Sistina, o então técnico romanista, Juan Carlos Lorenzo, organizou uma coleta para receber fundos para a disputa da Coppa Italia, que seria realizada alguns dias mais tarde.

Após a venda de alguns dos campeões, o presidente Franco Evangelisti completou seu plano de saneamento do caixa da sociedade, transformando a Roma em uma sociedade por ações. Para o fim dos anos sessenta, a equipe foi confiada à Helenio Herrera, técnico vencedor que havia conduzido a Internazionale ao topo do mundo por duas vezes.

Apesar da chegada do novo técnico, os resultados em campo não mudaram. Em sua primeira temporada, a Roma chegou em um cinzento oitavo lugar, porém venceu sua segunda Coppa Italia, em junho de 1969.

Treinadores da A.S. Roma

Os anos setenta

Os anos da Rometta

Os anos 1970 foram uma das décadas menos gloriosas para a história romanista, mas cheia de emoções para a torcida. Inicia-se com o adeus da mítica bandeira Giacomo Losi e com a clamorosa venda, no último ano da presidência de Alvaro Marchini, de três "jóias" (Luciano Spinosi, Capello e Fausto Landini) para a Juventus.

A partir daí, entrou-se na considerada Rometta de Gaetano Anzalone: uma equipe feita de refugos alheios, jovens promessas e, sobretudo, velhas glórias. Também nessa década passaram pelo clube grandes campeões, mas com curta "vida útil", como Pierino Prati, Luis Del Sol, Amarildo, além do retorno de Giancarlo "Pichio" De Sisti.

A Roma, nesta década, oscilou sempre no meio da classificação, exceto com a terceira colocação de 1975. Durante a mesma temporada 1974-75 o cantor Antonello Venditti compôs o hino Roma, Roma, Roma.

Protagonistas desta época foram, além do jovem presidente, Helenio Herrera, o mago, contratado já por Alvaro Marchini, e que jamais conseguiu bons resultados, apesar do vasto currículo.

Na segunda metade dos anos 1970 o banco giallorosso foi guiado por Nils Liedholm, o barão sueco, que realizaria o sonho do scudetto somente nos anos 1980, com a chegada de Dino Viola. O maior mérito de Liedholm seria a valorização de jovens como Rocca e Di Bartolomei.

O pior momento destes anos ocorreu na temporada 1978-79, quando a Roma só teve certeza de sua permanência na Serie A na penúltima rodada, após um empate em casa por 2 a 2 com a Atalanta.

Na temporada seguinte, a Roma é recriada por Dino Viola, que transformou completamente o elenco, colhendo os frutos técnicos e estruturais semeados por Anzalone. Irônico, tenaz, e pouco propenso a tolerar o poder extra das tradicionais potências do futebol italiano, pavimentou o caminho do segundo scudetto e dirigiu como protagonista os duelos com Boniperti, da eterna rival Juventus.

Tempos de glórias

Já em 1980-81, tem início o infindável duelo contra a Juventus de Turim pelo campeonato. Os alvinegros acabaram vencendo, mas mesmo depois de tantos anos, ainda pesa sobre esta vitória um gol de Maurizio Turone injustamente anulado no encontro direto das duas equipes no Delle Alpi.

Mas a Roma respondeu conquistando a Copa Itália de 1981, e vencendo a concorrência para acertar a sua melhor aquisição da história: Paulo Roberto Falcão comprado junto ao Sport Club Internacional, clube em que até hoje é considerado um dos maiores jogadores da história.

Em 1982-83, então, chegou o tão esperado triunfo. Um gol de Pruzzo garantiu um empate com o Genoa, e a Roma garantiu matematicamente o seu segundo scudetto. O conjunto formado pelo técnico Liedholm era uma máquina perfeita.

A defesa "impenetrável" tinha a presença de nomes como Franco Tancredi, Vierchowod, Nela e Aldo Maldera, o meio-de-campo contava com formidáveis como Di Bartolomei, Falcão, Ancelotti e Prohaska, e o ataque explosivo era puxado pelo bomber Pruzzo e por Bruno Conti, insistente pelos flancos.

A Roma estava em estado de delírio em mais uma extraordinária conquista e o cantor Antonello Venditti, estimulado por esta incrível atmosfera, compôs Grazie Roma, canção que se tornaria um outro hino romanista por excelência.

Um ano depois, a equipe chegou à final da Copa dos Campeões no também seu, Estádio Olímpico. Naquela noite, porém, o Liverpool venceu nos pênaltis, após uma partida surreal. A derrota no Olímpico na Copa dos Campeões assinalou o lento declínio da Era Viola.

Os anos seguintes foram marcados por vãs tentativas de resgatar o antigo esplendor. Viola, depois de uma tentativa com Sven-Göran Eriksson, que conquistou outra Copa Itália mas tropeçou em uma tentativa frustrada de scudetto, tenta trazer novamente Liedholm, porém desta vez o encanto havia acabado.

Neste tumultuado período, os talentos romanistas responsáveis por dar alegria à Curva Sud foram il principe Giannini e o alemão Völler, que foram figuras importantes da conquista das Copas Italianas de 1986 e 1991.

Era Sensi

Depois da morte do presidente Dino Viola, assume então Giuseppe Ciarrapico, que fica até 1993, porém com péssimos resultados. Esse se torna um período de entre-reis, na década de 1990 que no entanto abre as portas a uma nova fase, desta vez histórica: a presidência de Franco Sensi.

Os resultados no início foram minguados, e anos de transações se sobrepuseram até que fosse descoberto um dos maiores jogadores da história rubro-amarela, o romano e romanista Francesco Totti, apelidado de bambino d'oro pelo cronista Carlo Zampa.

Torcedores romanistas no estádio Olimpico em 17 de junho de 2001, dia conquista do terceiro título italiano do clube.

Após os fracos resultados da década, Fabio Capello chega em 1999 com uma missão que seria cumprida em apenas duas temporadas. O terceiro scudetto da história romanista veio na temporada 2000-01, quando a equipe dominou toda a temporada.

Entre os protagonistas do triunfo, estavam os próprios autores dos três gols do jogo decisivo contra o Parma na última rodada, dia 17 de junho de 2001: o capitão Totti, e os bombers Batistuta e Montella. O ano vitorioso terminou ainda com a inédita conquista da Supercopa em cima da Fiorentina.

Em 2001-02 o bicampeonato italiano consecutivo escapou por pouco, ficando a Roma a um ponto da campeã Juventus; na Coppa Italia caiu nas quartas-de-final e na Champions League na segunda fase de grupos.

A temporada 2002-03 ficou marcada pelo fraco oitavo lugar na Serie A, mas também pela derrota na Copa da Itália para o Milan e eliminação novamente na segunda fase de grupos da Liga dos Campeões. Já 2003-04 reservou outro grande desempenho no campeonato, porém o título ficou com os rossoneri, que também despacharam os giallorossi nas quartas da copa nacional; na UEFA Cup, surpreendente eliminação para o Villarreal.

A temporada 2004-05 foi outra stagione romanista nefasta: oitava posição na Serie A, vice-campeonato de Coppa Italia e queda na primeira fase da Champions League.

Francesco Totti ergue a taça da Copa da Itália 2007-08: a nona da história da equipe.

Entre 2004, ano da saída de Fabio Capello, e 2005, 5 técnicos passaram pelo clube: Cesare Prandelli, Rudi Völler, Ezio Sella, Luigi Delneri e Bruno Conti.

Mas Luciano Spalletti, a partir da temporada 2005-06, viria para acabar com essa dança de técnicos. O até então desprestigioso treinador conquistou três títulos à frente do banco romanista: duas Coppa Italia (2006-07 e 2007-08) e uma Supercoppa italiana (2007), além de campanhas notáveis na Serie A.

Muito embora alguns pontos negativos também tenham existido, como a eliminação vexatória para o Manchester United por 7 a 1 nas oitavas da Champions League em 2007, Spalletti é lembrado pelo futebol vistoso proporcionado pelo seu ousado 4-2-3-1.

Em 2009, após mau início de campeonato, Luciano pede demissão do comando. Claudio Ranieri assume e quase leva o clube ao scudetto e ao título da Copa da Itália, contrastando com uma queda surpresa para o Panathinaikos nas dezesseis-avos-de-final da Europa League.

A temporada 2010-11 começa com o revés na Supercopa da Itália ante a Internazionale e, após performance sofrível no campeonato italiano e eliminação impactante para o Shakhtar Donetsk na Champions League, Ranieri joga a toalha. Quem assume é o marinheiro de primeira viagem Vincenzo Montella, que finda com o sexto lugar no nacional - ainda que tenha sido eliminado na semifinal da Coppa Italia pela Internazionale -, e classifica o clube para a Liga Europa seguinte.

A era Sensi se encerraria ao fim da temporada 2010-11. Franco Sensi falecera em 2008, e desde então, sua filha, Rosella Sensi, estava à frente da sociedade. Para 2011-12, a Roma já constava como propriedade de empresários estadunidenses, que adquiriram o clube com a promessa de majorá-lo sempre mais.

A Roma estadunidense

A Roma iniciou 2011-12 renovada. Os novos donos - de origem norte-americana, liderados por Thomas DiBenedetto -, repaginaram o clube do plantel ao marketing. Para treinador, Luis Enrique foi o escolhido. Contudo, tais mudanças não surtiram efeito de imediato. Na abertura da temporada, a Roma foi desclassificada pelo modesto Slovan Bratislava nos playoffs da UEFA Europa League. Na Serie A, não passou de uma tímida sétima colocação. Na Coppa Italia, a Juventus desqualificou o time com goleada nas quartas-de-final: 3 a 0.

Em 2012-13 James Pallotta foi nomeado o novo presidente, agora com ânimo definitivo. O clube voltou a fazer um mercado mais sortido do que à época dos Sensi. A marca do clube com tours pelos Estados Unidos e outras explorações midiáticas ficava sempre mais forte. Mais uma vez, todavia, os resultados no campo decepcionaram. O sexto lugar no campeonato italiano não aportou o clube às competições europeias. E o pior: derrota para a rival Lazio na decisão da Copa da Itália.

A temporada de 2013-14 foi a primeira em alto nível da nova propriedade. Com a chegada do técnico francês Rudi Garcia e grandes contratações, a Roma voltou à UEFA Champions League depois de lograr a segunda colocação no Campeonato Italiano. Na Copa da Itália, a equipe caiu só na semifinal.

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