Aposematismo

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Phyllomedusa oreades, sapo endêmico do Brasil que apresenta coloração aposemática na região ventral do corpo.

O aposematismo é um termo consolidado pelo zoólogo inglês Edward Bagnall Poulton em seu livro “The Colors of Animals”. Consiste de padrões de coloração e formato do corpo que informam aos inimigos naturais o potencial de defesa da presa. As defesas primárias são mecanismos de resposta das presas ante a predação, que reduzem a probabilidade de ocorrência de uma interação entre a presa e o predador potencial e funcionam independentemente da presença do predador.[1][2]

Nudibrânquios diversos com características aposemáticas, representados por Haeckel.

Uma das estratégias primárias de defesa comuns em diversos organismos são associadas principalmente à coloração, utilizada por organismos venenosos e/ou impalatáveis como advertência aos possíveis predadores por meio de cores vivas, estruturas e outros sinais. Esses sinais de advertência podem ser reconhecidos por potenciais predadores que, de forma natural ou por aprendizagem, evitam o ataque, aumentando a chance das presas potenciais sobreviverem.[1]

Alguns organismos desenvolveram odores característicos que não estão relacionados com as toxinas e não parecem desempenhar um papel direto na defesa química. Porém, sugere-se que esse "aposematismo olfativo", caracterizado pelo uso de odor por presas para alertar os predadores, seja um elemento em uma forma aposemática: uma combinação de odor, aparência visual, som, sabor e sensação tátil que o predador usa para evitar consequências nocivas.[3] Há animais que possuem espinhos pontiagudos, que combinam as defesas física e química. A evolução de exibição aposemática levou à redução do investimento em produção de toxina, realocando a energia para incrementar no desenvolvimento deste espinho. Isso ocorre porque estas estruturas atuam como defesas secundárias e primárias (somente toxinas armazenadas internamente). O aposematismo aparente nos espinhos funciona como um mecanismo para obter atenção, sendo uma exibição aposemática perceptível em animais puramente tóxicos.[4]

A taxa na qual uma presa encontra predadores é uma função tanto de sua aparência visual quanto de seu comportamento, visto que as cores ou ornamentos acabam se destacando no habitat, juntamente com sua lenta mobilidade. Essa locomoção característica faz com que essas presas se exponham a taxas mais altas de encontro com predadores. Porém, graças ao aposematismo, são evitadas de predação; dessa maneira, conseguem aproveitar os recursos existentes no habitat e explorá-los da melhor forma, uma vez que não têm necessidade de se esconder.[5]

Mecanismos de defesa - Benefícios

O aposematismo, envolvendo sons, cores ou odores, é utilizado para evitar o ataque de predadores por meio de sinais de aviso, indicando que são venenosos ou impalatáveis. Esses avisos, geralmente visuais, costumam ser compostos por cores brilhantes e contrastantes com o ambiente, como vermelho, amarelo e laranja, tornando os indivíduos facilmente reconhecíveis.[6] Isso é importante, uma vez que este mecanismo se baseia na aprendizagem, por parte dos predadores, de que consumir indivíduos com estas características é desvantajoso. Esse aprendizado é reforçado por meio da repetição.[7]

Mimetizando o aposematismo

Há também casos de mimetismo, animais que imitam a coloração aposemática visando evitar o ataque de predadores, mesmo sem terem os mecanismos de defesa dos animais verdadeiramente aposemáticos. Em oposição à coloração aposemática, há a coloração críptica, que visa a camuflagem dos animais no ambiente.[carece de fontes?]

Exemplos

Há exemplos de aposematismo nos mais diversos grupos e ambientes: as mariposas-tigres produzem sons ultrassônicos para evitar o ataque de morcegos, interferindo na percepção dos ecos de retorno da própria vocalização do morcego;[8] Gambás utilizam suas glândulas odoríferas anais para afastar predadores.[9] A evolução da coloração de aviso ocorre em resposta ao contexto, condições luminosas e à visão do predador.[10] Alguns grupos que a possuem são: Insetos, como a joaninha Coccinella septempunctata[11] e o besouro soldado (Trichodes alvearius). Anfíbios, como os sapos pertencentes à família Dendrobatidae[12] e as salamandras-de-fogo; Moluscos, como os polvos-de-anéis-azuis,[13] a sépia extravagante (Metasepia pfefferi) e nudibrânquios;[14] Répteis, como as cobras-corais;[15] dentre outros.

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