Ananda Coomaraswamy

Ananda Coomaraswamy
Nome nativoஆனந்த குமாரசுவாமி
Nascimento22 de agosto de 1877
Colombo
Morte9 de setembro de 1947 (70 anos)
CidadaniaSri Lanka
CônjugeEthel Mary Partridge, Ratan Devi
Alma materUniversity College London
Ocupaçãohistoriador da arte, filósofo, mitógrafo
EmpregadorInstituto Smithsoniano
ReligiãoHinduísmo

Ananda Kentish Coomaraswamy (Colombo, 22 de agosto de 1877 - Needham, Massachusetts, 9 de setembro de 1947) foi um filósofo e metafísico ceilonês, um historiador pioneiro e filósofo da arte indiana, particularmente de história da arte e simbolismo.

Foi um notável intérprete da cultura indiana para o Ocidente e um dos fundadores da Escola perenialista, baseada na Filosofia Perene, juntamente com René Guénon (1886-1951) e Frithjof Schuon (1907-1998).[1]

Em 1917, se tornou o primeiro curador de arte indiana do Museu de Belas Artes de Boston, onde teve a oportunidade de enfatizar o elemento espiritual na arte.

Em 1930, Coomaraswamy se casou com a fotógrafa argentina Luisa Runstein, 28 mais jovem que ele. Tiveram um filho, Rama Coomaraswamy (1929-2006), que se formou em medicina e se converteu, aos 22 anos, à Igreja Católica. Rama, por sua vez, tornou-se um crítico do modernismo católico do concílio Vaticano II e escreveu um clássico sobre o tema, "Ensaios sobre a destruição da Tradição Cristã" (São Paulo, 1990).[2]

Rama Coomaraswamy, organizou e publicou uma antologia dos escritos de seu pai: The Essential Ananda Coomaraswamy.[3]

Entre seus poucos livros publicados em português estão "Hinduísmo e Budismo", "O Que É Civilização?"[4] e "Mitos Hindus e Budistas".

Filosofia perene

Quando servia como curador do Museu de Belas Artes de Boston, na parte final de sua vida, Coomaraswamy se dedicou à explicação da metafísica e do simbolismo tradicional. Seus escritos deste período estão repletos de referências a Platão, Plotino, Clemente de Alexandria, Filo, Agostinho, Aquino, Shankara, Eckhart, Rûmi, Ibn Arabi e outros filósofos místicos. Quando perguntado como ele se definia a si mesmo, Coomaraswamy disse que ele era um "metafísico", referindo-se ao conceito de Filosofia perene, ou sophia perennis.

Juntamente com René Guénon e Frithjof Schuon, Coomaraswamy é considerado um dos três fundadores do Perenialsmo, também chamado de Escola Tradicionalista. Vários artigos de Coomaraswamy sobre o tema do hinduísmo e a filosofia perene foram publicados postumamente na revista britânica Studies in Comparative Religion.

Coomaraswamy foi extremamente perspicaz em relação à estética e escreveu dezenas de artigos sobre artes tradicionais e mitologia. Suas obras também são finamente equilibradas intelectualmente. Embora nascido na tradição hindu, ele tinha um profundo conhecimento da tradição ocidental, bem como uma grande experiência e amor pela metafísica grega, especialmente Plotino, o fundador do neoplatonismo.

Coomaraswamy construiu uma ponte entre o Oriente e o Ocidente que foi projetada para ser de mão dupla: entre outras coisas, seus escritos metafísicos visavam demonstrar a unidade do Vedanta e do Platonismo. Suas obras também procuraram reabilitar o Budismo original, uma tradição que Guénon, durante muito tempo, limitou a uma rebelião dos Kshatriyas contra a autoridade brâmane, mas que depois Frithjof Schuon recolocou em seu devido lugar como uma das grandes civilizações da história. [5].

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