Anéis do Poder

Os Anéis do Poder eram artefatos mágicos na obra de J.R.R.Tolkien. A sua existência é introduzida pela primeira vez em O Senhor dos Anéis, com o seguinte poema, contado a Frodo Bolseiro por Gandalf:


"Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu,
Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores,
Nove para os Homens Mortais fadados ao eterno sono,
Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.
Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam."

O um anel(que não pode ser considerado substantivo)

Por causa desse poema, muitas vezes os Anéis são referidos apenas como os Três, os Sete e os Nove, assim como o Anel de Sauron, chamado de o Um. As linhas inscritas no Um Anel (em negrito acima) foram pronunciadas por Sauron quando ele o forjou. Os ferreiros élficos o ouviram cantar e, ao tomar ciência de seu plano maligno, tiraram seus próprios anéis para frustrá-lo.

Na obra

História

Depois da queda de Morgoth, Sauron implorou pelo perdão dos Valar, mas fugiu depois de recusar submeter-se a julgamento. Durante a Segunda Era, ele voltou à cena, apresentando-se numa bela forma, com o nome de Annatar (Senhor dos Presentes), aos líderes dos Eldar que restaram na Terra-média, oferecendo sua ajuda. Galadriel, Gil-galad e Círdan não confiavam nele, mas ainda assim Annatar foi recebido pelos artífices de Eregion, ávidos por aumentar seus conhecimentos e técnicas. De acordo com o Apêndice B do Senhor dos Anéis, a forja dos Anéis do Poder começou por volta do ano 1500 da Segunda Era. Os Sete e os Nove foram forjados pelos Elfos com assistência direta de Sauron. Os Três, os maiores dentre os Anéis Élficos, foram forjados por Celebrimbor, neto de Fëanor e chefe dos artíficies de Eregion. Ele os fez sem ajuda direta de Sauron, e completou-os por volta do ano 1590, Segunda Era. Também fica implícito que muitos outros anéis do poder foram forjados, mas com poderes menores, limitados e não especificados.

Sauron forjou por último o seu Anel, o Um Anel ou Anel Governante. Ele o fez secretamente, no fogo da Montanha da Perdição no ano 1600, Segunda Era, colocando dentro dele uma parcela de seu poder. Seu propósito era dominar todos os outros Anéis, abrindo assim a porta do pensamento e das vontades daqueles que os usavam para sua visão e controle. Entretanto, tão logo Sauron colocou seu Anel, os Elfos imediatamente perceberam sua presença e sua intenção, e esconderam os Três.

Cerca de 90 anos depois, Sauron invadiu e conquistou Eregion, antes de conseguir o domínio de quase toda Eriador. Celebrimbor foi capturado e torturado para denunciar o paradeiro dos Sete e dos Nove, mas morreu sem revelar onde os Três estavam escondidos. Sauron roubou os Sete e os Nove, distribuindo-os aos líderes dos Anões e dos Humanos, respectivamente.

Poderes atribuidos aos Anéis

O propósito inicial, e também o poder, de todos os Anéis feitos pelos Elfos era o de curar, construir e compreender.

Os Anéis aparentemente davam ao seu usuário a visão de coisas geralmente ocultas, como a habilidade de Frodo de enxergar os Espectros do Anel em sua forma original enquanto usava o Um Anel, e também de ver o Nenya, Anel de Galadriel, ao passo que Sam não podia. Entretanto, acredita-se que esse poder de visão era mais um artifício de Sauron do que dos Elfos, e pode ser que os Três, jamais tocados por ele, não o tivessem.

Não está claro se esses poderes sempre estiveram presentes nos Nove e nos Sete ou se foram colocados neles por Sauron, quando este os roubou. É dito em Dos Anéis do Poder e da Terceira Era que Sauron corrompeu os Nove e os Sete para que enfeitiçar e trair quem os usasse.

Os Nove foram presenteados aos Reis e Feiticeiros dentre os Humanos, incluindo os Númenoreanos Negros. Eles foram rapidamente dominados e tornaram-se meros espectros, os Nazgûl. Os Nove provaram-se muito úteis a Sauron durante a Terceira Era, quando ele estava fraco demais para agir sozinho.

Os Sete foram dados aos sete líderes das casas dos Anões, mas por causa de características da raça Anã, Sauron não conseguia nem controlá-los nem ler suas mentes. Por isso, um dos objetivos de Sauron durante a Terceira Era foi recuperar todos os Sete que ainda existiam. No fim, somente três sobreviveram às labaredas dos Dragões, acabando em poder de Sauron. O único mal perpetrado pelos Sete era o de inflamar a ganância dos Anões por ouro, jóias e objetos de artíficies, e também de tornar rico quem o usava. Tal riqueza atraiu os Dragões, e a maioria dos sete foi incinerada (juntamente com seus portadores).

Em um rascunho descartado, Tolkien indicou que os Calaquendi, como Glorfindel, poderiam usar o poder de invisibilidade de um Anel para escolher aparecer ou no mundo físico ou invisível, sem existir nos dois ao mesmo tempo. Isso guarda semelhanças, e até pode ser uma possível explicação, sobre como Sauron e Tom Bombadil poderiam permanecer visíveis enquanto usavam o Um Anel.

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