Alfabeto fonético internacional

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Tabela completa do alfabeto fonético internacional (em inglês).

O alfabeto fonético internacional (referenciado pela sigla AFI[1][2][3] e pela sigla em inglês IPA,[4][5][6] de International Phonetic Alphabet) é um sistema de notação fonética baseado no alfabeto latino, criado pela Associação Fonética Internacional como uma forma de representação padronizada dos sons do idioma falado.[7] O AFI é utilizado por linguistas, fonoaudiólogos, professores e estudantes de idiomas estrangeiros, cantores, atores, lexicógrafos e tradutores.[8][9]

O AFI foi projetado para representar apenas aquelas características da fala que podem ser distinguidas no idioma falado: fonemas, entonação, e a separação de palavras e sílabas.[7] Para representar características adicionais da fala, como o ranger dos dentes, sigmatismo (língua presa) e sons feitos com lábios leporinos, utiliza-se de um conjunto ampliado de símbolos, chamados de extensões ao AFI.[8]

Ocasionalmente letras ou diacríticos são adicionados, removidos, ou modificados pela Associação Fonética Internacional. A partir da alteração mais recente em 2015,[10] existem 107 letras, 52 diacríticos, e quatro marcas de prosódia no AFI.

Os símbolos do alfabeto fonético internacional são divididos em três categorias: letras (que indicam os sons básicos), diacríticos (que especificam mais esses sons básicos) e supra-segmentais (que indicam características, como velocidade, tom e acento tônico). Essas categorias são divididas em seções menores: as letras podem ser vogais ou consoantes e os diacríticos e supra-segmentais são classificados de acordo com o que indicam: articulação, fonação, tom, entonação ou acentuação tônica.

História

Ver artigo principal: História do alfabeto fonético internacional

No século XVII,[carece de fontes?] Francis Lodwick propôs a criação de um alfabeto universal, após observar a grande dificuldade que existia para escrever de forma precisa o que era falado, e de pronunciar corretamente o que era escrito. Ele identificou quatorze vogais distintas, representadas pelas palavras (em inglês, francês e baixo holandês) tall, tallow, tale, tell, teal, till, dure (fr.), muis (hol.), tile, tone, tunne, une (fr.), tool e could.[11]

As consoantes foram agrupadas em 10 colunas de 6 linhas, porém algumas foram omitidas porque seus sons seriam tão parecidos que causariam confusão. Por exemplo, a coluna 2 continha as consoantes dark, tart, name, this, thing e dante (fr.); em cada coluna estão consoantes que são pronunciadas pelas mesmas partes da boca.[11]

Em 1886, um grupo de professores de idiomas franceses e britânicos, liderados pelo linguista francês Paul Passy, formou o que passaria a ser conhecido (de 1897 em diante) como Associação Fonética Internacional (em francês: Association phonétique internationale).[12] O alfabeto original teve como base uma reforma ortográfica do inglês conhecida como alfabeto rômico, porém para adequá-lo a outros idiomas os valores dos símbolos tornaram-se variáveis de acordo com as características de cada língua.[13] Por exemplo, o som IPA ʃ (ch em "chave") era representado originalmente com a letra <c> no inglês, porém com a letra <x> em francês.[12] Em 1888, entretanto, o alfabeto foi revisado e uniformizado em todos os idiomas, e adquiriu assim uma base para todas as revisões futuras.[12][14]

Desde a sua criação o AFI passou por diversas revisões. Depois das principais revisões e expansões, ocorridas em 1900 e 1932, permaneceu inalterado até a convenção de Kiel, realizada em 1989. Uma revisão de menor importância ocorreu em 1993, com a adição de quatro vogais semicentrais[8] e a eliminação dos símbolos para as implosivas surdas.[15] O alfabeto foi revisado pela última vez em maio de 2005, com a adição de um símbolo para o flape labiodental.[16] Além da adição e eliminação de símbolos, as mudanças no AFI consistiram na sua maior parte da renomeação dos símbolos e de suas categorias, e na modificação das fontes utilizadas.[8]

Recentemente o alfabeto foi expandido: As extensões do alfabeto fonético internacional foram criadas em 1990, e oficialmente adotadas pela Associação Internacional de Linguística e Fonética Clínica em 1994.[17]

A maioria das letras do alfabeto é originária do alfabeto romano ou derivada dele, algumas são do alfabeto grego e outras não parecem pertencer a alfabeto nenhum.

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