Área metropolitana de Pamplona

Espanha Área metropolitana de Pamplona

Iruñerria

 
—   Área metropolitana  —
Vista de Pamplona
Vista de Pamplona
Localização da área metropolitana e da comarca de Pamplona em Navarra
Localização da área metropolitana e da comarca de Pamplona em Navarra
Área metropolitana de Pamplona está localizado em: Espanha
Área metropolitana de Pamplona
Localização de Área metropolitana de Pamplona na Espanha
Coordenadas 42° 49' N 1° 38' O
Comunidade autónoma Navarra
Comarca Comarca de Pamplona
Capital Pamplona
Área
 - Total 439,86 km²
População (2016)  [1]
 - Total 349 202
    • Densidade 793,9 hab./km²
Nº de municípios 23
Municípios Ansoáin, Aranguren, Barañáin, Beriáin, Berrioplano, Berriozar, Burlada, Cendea de Cizur, Egüés, Echauri, Ezcabarte, Cendea de Galar, Huarte, Juslapeña, Noáin-Valle de Elorz, Olaibar, Cendea de Olza, Orkoien, Pamplona, Tiebas-Muruarte de Reta, Villava, Zabalza e Zizur Mayor
Sítio www.mcp.es
Avenida Carlos III, no Segundo Ensanche de Pamplona

A área metropolitana de Pamplona (em basco: Iruñerria) é um núcleo urbano que se estende em volta da cidade de Pamplona, a capital da Comunidade Foral de Navarra, Espanha, e está delimitado pelo âmbito geográfico da Cuenca (Bacia) de Pamplona.

A área metropolitana é constituída pelos municípios de Ansoáin, Aranguren, Barañáin, Beriáin, Berrioplano, Berriozar, Burlada, Cendea de Cizur, Egüés, Echauri, Ezcabarte, Cendea de Galar, Huarte, Juslapeña, Noáin-Valle de Elorz, Olaibar, Cendea de Olza, Orkoien, Pamplona, Tiebas-Muruarte de Reta, Villava, Zabalza e Zizur Mayor. [2] A sua população em 2016 era de 349 202 habitantes e ocupa uma superfície 488,6 km² ( densidade: 793,89 hab./km²). [1]

A maior parte destes municípios faz parte do organismo denominado Mancomunidade da Comarca de Pamplona, o qual tem competências em matéria de transportes públicos urbanos, gestão de águas e resíduos urbanos.

História

Ver artigo principal: História de Pamplona

Pamplona foi a capital do reino medieval homónimo, que a partir do século XI se passou a chamar definitivamente Reino de Navarra. Este reino continuou a existir formalmente até ao século XIX, apesar de ter sido incorporado na Coroa de Castela em 1513. Em meados do século XIX a "Lei Paccionada" extinguiu o Reino de Navarra e, apesar de manter a autonomia dita foral de Navarra, esta passou a ser uma província. Condicionada pela sua história e considerada como praça-forte depois da sua conquista, foi cercada de fortes muralhas e dotada de uma cidadela que serviam tanto para defesa externa como para controlo interno. Esta situação impediu a cidade de se expandir, o que só aconteceu no final do século XIX, quando se derrubaram parcialmente alguns dos baluartes da cidadela e, já no século XX, parte das muralhas. Estas demolições permitiram a construção dos dois primeiros ensanches de Pamplona. A poucos quilómetros da cidade encontravam-se pequenas aldeias e vilas como Barañáin, Villava, Burlada, etc., que viviam fundamentalmente da agricultura.

Pamplona no início do século XX

No começo do século XX a população de Pamplona era de cerca de 30 000 habitantes e os restantes municípios que atualmente formam a área metropolitana eram pequenas povoações cuja ocupação principal era a agricultura. A maior parte da população concentrava-se no casco antigo da cidade, num espaço reduzido no qual se construíam edifícios cada vez mais altos e onde as condições de higiene e salubridade eram cada vez piores. A área dos antigos burgos de Navarrería, San Nicolás e San Cernin encontrava-se saturado e não tinha capacidade para fazer frente ao crescimento de população, para o qual contribuía o afluxo de pessoas desde as localidades rurais vizinhas para a capital.

O único bairro antigo existente fora do casco antigo e das muralhas era o da Rochapea, situado, por imperativos militares relativamente afastado das muralhas.

O Primeiro Ensanche

Em 1888 assistiu-se a um pequeno crescimento da cidade, denominado Primeiro Ensanche de Pamplona. Este constava de seis quarteirões situados entre a cidadela e o casco antigo, numa zona até então despovoada por ser considerada "polémica" por razões militares, onde não se podia construir em volta das muralhas e da cidadela. Quando foi feito o Primeiro Ensanche foram construídas algumas casas burguesas e alguns quartéis militares de infantaria. Os edifícios foram construídos em estilo modernista da época e atualmente a maioria foi reabilitado para uso público. O Parlamento de Navarra, que começou por ser o Palácio da Justiça, encontra-se no Primeiro Ensanche. Posteriormente, na segunda metade do século XX, os quartéis foram demolidos, libertando o quarteirão onde foi recentemente edificado o Baluarte, tendo-se apenas mantido o Governo Militar.

O Segundo ensanche

O Primeiro Ensanche não foi suficiente para o crescimento de Pamplona, que continuava limitado pelas muralhas e pela proibição de edificar junto a elas por razões militares. A população crescente, que imigrava sobretudo das povoações de Navarra, apertava-se no casco antigo, que continuava a crescer em altura, com edifícios cada vez mais altos. Quando as autoridades militares, depois da Primeira Guerra Mundial, comprovaram a inutilidade dos sistema defensivo com muralhas, permitiram a edificação do Segundo Ensanche de Pamplona, não sem antes terem obtidos terrenos nos arredores (Aizoáin) para construirem um novo quartel. Esta nova urbanização vinha sendo negociada desde 1901 e o seu tamanho era consideravelmente maior do que a anterior. Foi desenhado por Serapio Esparza, no mesmo "estilo século XIX desenvolvido em Barcelona por Ildefons Cerdà, com quarteirões quadrados chanfrados. A orientação do burgo da Navarrería e dos restantes determinou a orientação da nova urbanização, que se articulou à volta das avenidas Carlos III o Nobre e Baixa Navarra. O Segundo Ensanche desenvolveu-se entre 1920 e os anos 1960.

Os novos bairros da segunda metade do século XX

A partir da segunda metade do século XX, o rápido crescimento da economia navarra em geral e da pamplonesa em particular, provocou o deslocamento de milhares de pessoas do meio rural para a cidade, o que levou ao crescimento do bairro da Rochapea e à construção progressiva dos novos bairros da Chatrea, San Jorge, la Milagrosa, Abejeras e Echavacoiz, alguns dos quais situados abaixo da meseta onde assenta o casco antigo e outros no outro lado do rio Arga.

Bairro de Rochapea.

O plano geral de 1957 ordenou o crescimento da cidade para sul e oeste, com o desenvolvimento dos bairros de San Juan, Iturrama e Ermitagaña, assim como a criação em 1964 do parque industrial de Landaben, que impulsionou definitivamente a atividade industrial em Pamplona. As povoações da periferia da cidade passaram de pequenas localidade agrícolas a dinâmicos núcleos urbanos com o aparecimento de novos bairros, indústrias e empresas. Os novos bairros obrigaram a criar um sistema de transportes adequado à nascente área metropolitana, que se baseou em autocarros urbanos; os primeiros autocarros ligavam Villava a Pamplona e por isso ainda hoje os autocarros são chamados de villavesa em Pamplona.

A situação no final do século XX

Ao contrário do que aconteceu na maioria das capitais de província espanhois, cujos municípios absorveram progressivamente os municípios adjacentes, convertendo-os em bairros, o município Pamplona praticamente não cresceu e embora na prática as localidades mais próximas tenham sido transformadas em bairros da capital, mantiveram-se sob a jurisdição dos respetivos ayuntamientos. Esta situação provocou anomalias ao nível do planeamento e criou dificuldades acrescidas à implementação de projetos metropolitanos que afetem vários dos 23 municípios que atualmente integram a área metropolitana.

Com os novos desenvolvimentos de Echavacoiz e Arrosadía-Lezkairu, ficam praticamente esgotados os terrenos por urbanizar no município de Pamplona, pelos que futuros desenvolvimentos urbanísticos terão que ser levados a cabo nos restantes municípios que tenham solo edificável.