Álvaro Siza Vieira

Álvaro Siza Vieira
Siza Vieira na Exponor em 2012
Nome completoÁlvaro Joaquim de Melo Siza Vieira
Nascimento25 de junho de 1933 (84 anos)
Matosinhos, Matosinhos
NacionalidadePortugal Portuguesa
Obras notáveisCentro Galego de Arte Contemporânea
Faculdade de Ciências da Informação
em Santiago de Compostela,

Prédio da Reitoria da Universidade de Alicante
Reconstrução do Chiado
PrémiosMedalha Alvar Aalto (1988), Prémio Pritzker (1992)
Prémio Wolf de Artes 2001
Medalha de Ouro do RIBA (2009)
Prémio Mies van der Rohe (1988)
Golden Lion - Bienal de Arquitetura de Veneza 2012

Álvaro Joaquim Melo Siza Vieira GOSEGCIHGCIP, internacionalmente conhecido por Siza Vieira (Matosinhos, 25 de junho de 1933[1]), é o mais premiado arquiteto contemporâneo português.

Biografia

Nascido em Matosinhos, uma localidade costeira no Norte de Portugal, junto à cidade do Porto, é filho de Júlio Siza Vieira e de sua mulher Cacilda Ermelinda Camacho Carneiro de Melo. Do seu casamento, ele teve dois filhos, dos quais um também é arquiteto: Álvaro Leite Siza Vieira.

Entre 1949 e 1955, estudou na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde lecionou, de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente).

Fortemente marcado pelas obras dos arquitetos Adolf Loos, Frank Lloyd Wright e Alvar Aalto, cedo ele conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais como também na forte tradição construtiva portuguesa, dos quais resultaram obras de grande requinte e detalhe no modernismo português, dos quais se destaca a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira. A isto, não é alheio, o relacionamento muito próximo com o arquiteto Fernando Távora, seu professor, e uma das principais referências da Escola do Porto, com quem colaborou de 1955 a 1958, desenvolvendo posteriormente forte amizade e cumplicidade criativa.

Prédio Bonjour Tristesse, em Berlim.

Criou verdadeiros marcos na história da arquitetura portuguesa e internacional, influenciando várias gerações de arquitetos.[carece de fontes?] Vejam-se as Piscinas de Marés[2], o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a igreja de Marco de Canaveses, ou mais recentemente, o museu para a Fundação Iberê Camargo[3], em Porto Alegre, no Brasil, onde retorna a umas das suas mais fortes influências de linguagem arquitetónica, Le Corbusier. E este será o principal talento de Siza - conseguir reinterpretar ou mesmo se redesenhar, procurando uma linguagem que, até então, tinha vindo a mostrar em alguns apontamentos de obras recentes complexidade formal aliada a uma aparente simplicidade do desenho.[carece de fontes?]

As suas obras encontram-se por todo o mundo, da América à Ásia, passando por países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre outros. Nos Países Baixos, dirigiu, de 1985 a 1989, o Plano de Recuperação da Zona 5 de Schilderswijk, em Haia; em 1995, concluiu o projeto para os blocos 6-7-8 de Ceramique Terrein, em Maastricht. É autor do plano de reconstrução da zona do Chiado, em Lisboa, destruído por um incêndio em 1988. Elaborou, em Espanha, o projeto para o Centro Meteorológico da Villa Olimpica em Barcelona; o do Centro Galego de Arte Contemporânea, o da Faculdade de Ciências da Informação, em Santiago de Compostela, e também na Galiza o de um pavilhão polidesportivo na Ilha de Arousa e o do Café Moderno em Pontevedra; a reitoria da Universidade de Alicante; o Edifício Zaida, em Granada; e o Complexo Desportivo Ribero Serralo, em Cornellà de Llobregat.

O edifício da Fundação Nadir Afonso é uma síntese do trabalho arquitetónico de Álvaro Siza, com características muito próprias, como a construção se erguer sobre lâminas e a entrada ser feita por rampa.

Igreja de Marco de Canaveses, de Álvaro Siza Vieira.

Foi ainda professor visitante na Escola Politécnica Federal de Lausana, na Universidade da Pensilvânia, na Universidade de Los Andes, em Bogotá, e na Universidade Harvard.

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